As emissões mundiais de metano continuam a aumentar de forma constante e sem indícios de desaceleração, com o comércio a contribuir para 30% deste gás responsável pelo aquecimento do planeta, conclui um estudo hoje divulgado.
Segundo o estudo, publicado na revista científica Nature Communications, o continente asiático e a região em desenvolvimento do Pacífico emergem como os maiores contribuintes para as emissões globais de metano, impulsionadas pela rápida industrialização e pelo crescimento demográfico.
Apesar do crescimento económico e das mudanças nos padrões de consumo terem impulsionado os aumentos das emissões, as melhorias na eficiência energética e as tecnologias de produção mais limpas, sobretudo nos países desenvolvidos, ajudaram a compensar parte do crescimento das emissões de metano.
O trabalho, liderado por cientistas das universidades de Birmingham, no Reino Unido, e Groningen, nos Países Baixos, inclui dados sobre as emissões de metano de 164 países e 120 setores de 1990 a 2023.
O metano é considerado o segundo maior contribuinte para as alterações climáticas, sendo responsável por aproximadamente 30% do aquecimento global.
Contudo, ao contrário do dióxido de carbono, o metano tem uma vida útil na atmosfera mais curta, o que torna a sua redução numa solução climática de rápida ação.
De acordo com o estudo publicado na Nature Communications, apenas alguns países desenvolvidos conseguiram reduzir as emissões baseadas na produção e no consumo, mantendo o crescimento económico.
O estudo destaca a produção de fertilizantes como um setor-chave e defende estratégias específicas para cada setor, como a deteção avançada de fugas na extração de petróleo e gás, melhores formulações de rações para animais e práticas otimizadas de gestão de resíduos.
Advoga ainda escolhas mais inteligentes para o consumidor, como a redução do consumo de carne vermelha, que tem sido associada a elevadas emissões de metano.









