Concentração de minerais raros é uma ameaça à segurança energética mundial

A concentração da extração e processamento de minerais raros importantes para o desenvolvimento de energias limpas é uma ameaça à segurança energética, avisou hoje o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

Green Savers com Lusa

A concentração da extração e processamento de minerais raros importantes para o desenvolvimento de energias limpas é uma ameaça à segurança energética, avisou hoje o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol.

O responsável referiu que a EIA considera este um “novo desafio emergente em matéria de segurança energética” para além das fontes tradicionais de energia, o petróleo e o gás natural.

“A energia produzida internamente [pelos países] é a melhor amiga da segurança energética. Mas, para produzir e fabricar estas novas tecnologias de energia limpa, precisamos de minerais críticos. Quando olhamos para isto, onde os minerais críticos são produzidos, onde são refinados e onde são fabricados, existe uma enorme concentração, e isto é algo que achamos ser arriscado”, vincou.

Birol explicou que a concentração deixa o resto do mundo vulnerável no caso de instabilidade geopolítica, catástrofes naturais ou falhas técnicas.

Segundo um relatório publicado pela AIE no ano passado, o valor de mercado combinado dos principais minerais de transição energética – cobre, lítio, níquel, cobalto, grafite e elementos de terras raras – vai mais do que duplicar para 770 mil milhões de dólares (677 mil milhões de euros no câmbio atual) em 2040.

O mesmo relatório indica que a produção mineira nos próximos anos, até 2030, estará principalmente concentrado na América Latina, Indonésia e África, enquanto a China domina a refinação, representando quase 50%.

Birol falava na abertura da Cimeira sobre o Futuro da Segurança Energética, coorganizada pelo Governo britânico e pela AIE, que vai decorrer até sexta-feira.

Na audiência estão representantes de cerca de 60 países, 50 empresas e também organizações da sociedade civil.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deverão participar nos trabalhos.

Portugal vai estar representado pelo secretário de Estado da Energia, Jean Barroca.

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