Sete entidades ligadas à investigação dos oceanos vão formar a Plataforma Regional Mar Inteligente para apoiar a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) a definir prioridades estratégicas nos recursos e economia marítimos, foi hoje divulgado.
“O PREMI – Plataforma Regional Mar Inteligente é uma estrutura colaborativa de sete entidades que visa dinamizar a Plataforma Regional de Especialização Inteligente dedicada à área dos Recursos e Economia do Mar do Norte de Portugal e apoiar a CCDR-N na descoberta empreendedora em recursos e economia do Mar identificando prioridades, linhas de ação e projetos estruturantes para a especialização inteligente”, explicou à Lusa o CIIMAR – Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto, um dos parceiros.
Com a primeira reunião do consórcio marcada para hoje, Vítor Vasconcelos, diretor do CIIMAR e líder do PREMI, sustenta que “o projeto vai permitir desenvolver e apresentar propostas de descoberta empreendedora, definir projetos âncora e evidenciar as competências necessárias para a valorização da economia azul da região Norte”.
“A missão desta plataforma é apoiar a CCDR-N no processo de descoberta empreendedora associado à definição de prioridades de investimento, nomeadamente no que respeita a infraestruturas tecnológicas e científicas no domínio dos recursos e economia do mar”, observa o CIIMAR, numa informação escrita enviada à Lusa.
De acordo com a instituição, “em termos práticos, estes processos procuram uma resposta multi-institucional que identifique prioridades de investimento em infraestruturas científicas e tecnológicas”.
Isto, com uma “forte aposta no crescimento sustentável, transição digital e social”.
Por outro lado, há “um foco claro na valorização das cadeias de especialização inteligente e reforço do sistema regional de inovação por via das competências e do envolvimento de um grupo alargado de ‘stakeholders’”.
A estrutura coletiva, financiada pelo NORTE2030, distribui a massa crítica por seis grupos de trabalho.
Entre eles estão a monitorização permanente do oceano, os biossistemas costeiros, as biotecnologias e circularidade da economia, a aquacultura ou as energias oceânicas.
A estes domínios somam-se os materiais avançados e tecnologias oceânicas, “que deverão identificar linhas de ação e formular recomendações, prioridades e projetos âncora estruturantes para a especialização inteligente da região Norte”, indica o CIIMAR, com sede em Matosinhos, no distrito do Porto.
O consórcio de sete entidades integra, para além do CIIMAR, o Fórum Oceano (co-promotor), o B2E – Associação para a Bioeconomia Azul, o CENTITVC – Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos Funcionais e Inteligentes, o INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo e a Universidade do Minho.









