Consumo circular pode reduzir em 73% orçamento escolar das famílias portuguesas

Ao conjugar a venda e compra de produtos em segunda mão, os portugueses, diz a Wallapop, podem reduzir o seu orçamento escolar até 73%, passando de 161 euros para apenas 43 euros por aluno.

Redação

O verão ainda não acabou, mas algumas famílias podem estar já a pensar no regresso às aulas, e a refletir sobre os seus orçamentos.

De acordo com a Wallapop, plataforma de compra e venda de artigos em segunda mão, entre manuais escolares, material, tecnologia e outros bens essenciais, o orçamento médio por criança ronda os 161 euros, “valor que pode representar um verdadeiro desafio num contexto de inflação e aumento generalizado dos preços”.

No entanto, a empresa diz que “há soluções”. Uma delas é o consumo circular, assente na reutilização, reparação, partilha e revenda de produtos está a ganhar terreno como alternativa real e eficaz para reduzir despesas e promover um consumo mais consciente.

Dados recolhidos pela Wallapop revelam que sete em cada 10 portugueses procuram dar uma segunda vida ao material escolar que já não utilizam, seja oferecendo a familiares e amigos, doando a bibliotecas e associações ou vendendo em plataformas de segunda mão.

Entre os que optam pela venda, quase 70% fazem-no com o objetivo de obter um rendimento adicional para suportar as despesas escolares do novo ano letivo.

Em média, os portugueses acreditam que podem ganhar até 70 euros com a venda de material escolar de anos anteriores, um montante que sobe para os 100 euros no caso das gerações mais jovens, mais propensas a consumir de forma circular, revela a plataforma.

Além da venda, a procura por produtos em segunda mão está a crescer. De acordo com os dados apurados pela Wallapop, 36% dos portugueses já compram material escolar em segunda mão por motivos orçamentais, enquanto 32% ponderam fazê-lo para poupar algum dinheiro.

Entre os artigos mais procurados e vendidos estão os manuais escolares (63,6% comprados e 63,3% vendidos) e os equipamentos eletrónicos, como portáteis e tablets (36% comprariam e 29,1% venderiam).

Ao conjugar a venda e compra de produtos em segunda mão, os portugueses, diz a empresa, podem reduzir o seu orçamento escolar até 73%, passando de 161 euros para apenas 43 euros por aluno. Nas gerações mais jovens, esse valor pode cair para os 13 euros, representando uma poupança de 92%.

Avança a Wallapop que as razões que levam os portugueses a equacionar um consumo circular no regresso às aulas vão além do fator económico. Oitenta e cinco por cento dos portugueses consideram-no pelo impacto ambiental da compra e venda de artigos em segunda mão. Por outro lado, 48% diz vender por acreditar ser uma opção mais sustentável, e 33,3% fazem-no para ganhar espaço em casa.

“Numa altura em que cada euro conta, o consumo circular surge como uma forma inteligente, sustentável e económica de enfrentar os gastos escolares”, sentencia a empresa.

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