No passado dia 25 de junho, quase três dezenas de investigadores, gestores, técnicos, pescadores, empresas e associações de Portugal, Espanha, França e Irlanda juntaram-se da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa para marcar o arranque oficial do Observatório Transnacional dos Peixes Diádromos.
Esta é uma plataforma internacional com o objetivo de promover a cooperação na gestão e conservação de espécies de peixes que migram entre os rios e os mares, conhecidas como diádromas. Por exemplo, entre os peixes diádromos há os salmões, que vivem no mar e reproduzem-se em água doce (e por isso são considerados anádromos), e as enguias, que se alimentam e crescem nos rios e se reproduzem em águas marinhas (pelo que são catádromas).
O Observatório foi lançado no âmbito do projeto europeu DiadSea, coordenado pelo pólo do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE) na Universidade de Évora. Essa instituição de Ensino Superior, em comunicado, salienta que Observatório se move por uma “missão urgente”, uma vez que as espécies diádromas “enfrentam um acentuado declínio populacional”, sobretudo devido à poluição, à construção de barragens, à pesca excessiva e às alterações climáticas.
“O Observatório Transnacional nasce com a missão de promover a partilha de boas práticas, identificar ameaças comuns e desenvolver estratégias conjuntas para a proteção destas espécies. A plataforma irá apoiar a formulação de políticas baseadas em conhecimento científico e fomentar a cooperação entre os países atlânticos e será uma peça-chave na promoção da sustentabilidade ecológica e socioeconómica destas espécies a nível europeu”, detalha a Universidade de Évora.
Entre os objetivos definidos estão a análise de ameaças emergentes, a identificação de tendências futuras nas pescas e o apoio à definição de estratégias adaptativas que respondam à complexidade do ciclo de vida destes peixes migradores.









