Um estudo internacional revela que adotar uma dieta vegana pode reduzir as emissões de carbono em 46% e o uso de terra em 33%, mantendo praticamente todos os nutrientes essenciais. A investigação, conduzida por especialistas da Universidade de Granada e do Conselho Nacional de Investigação Espanhol, comparou quatro tipos de dietas: mediterrânica omnívora, pesco-vegetariana, ovo-lacto-vegetariana e vegana.
Os investigadores criaram menus semanais ideais, com 2.000 quilocalorias por dia, equilibrando todos os macro e micronutrientes essenciais. Os resultados mostram que, além de reduzir drasticamente a pegada ambiental, as dietas à base de plantas são nutricionalmente equilibradas, embora seja necessário recorrer a suplementos para pequenas lacunas de vitamina D, iodo e vitamina B12.
“Comparámos dietas com o mesmo número de calorias e verificámos que a transição de uma dieta mediterrânica para uma vegana gerou 46% menos CO₂, utilizou 33% menos terra e 7% menos água, e também reduziu outros poluentes associados às alterações climáticas,” explica Noelia Rodriguez-Martín, autora principal do estudo.
O estudo mostra que apenas cerca de 1,1% da população mundial é vegana, embora esta percentagem esteja a crescer. Na Alemanha, os veganos duplicaram entre 2016 e 2020, atingindo 2% da população, enquanto no Reino Unido a taxa aumentou para 4,7% entre 2023 e 2025. Muitos optam pelo veganismo por motivos de saúde, uma vez que esta mudança alimentar pode reduzir o risco de mortalidade prematura por doenças não transmissíveis em até 21%.
Para além dos benefícios para a saúde, a dieta vegana é um passo importante para reduzir a pegada ecológica. Os dados mostram que, comparativamente com uma dieta omnívora, a dieta vegana baixa o consumo de água e o uso de terras agrícolas, ao mesmo tempo que diminui a incidência de doenças. As dietas pesco-vegetariana e ovo-lacto-vegetariana também apresentam melhorias significativas, com reduções nas emissões de carbono de cerca de 35%.
“Não é necessário ser totalmente vegano para ajudar o planeta. Mesmo pequenas mudanças para uma dieta mais baseada em plantas reduzem emissões e poupam recursos. Cada refeição com mais vegetais contribui para pessoas mais saudáveis e um planeta mais saudável,” conclui Rodriguez-Martín.









