Dourogás acelera a transição energética com biometano, hidrogénio verde e metanol verde

Apostada em liderar a descarbonização em Portugal, a Dourogás investe em múltiplas frentes de produção de gases renováveis, defende maior rapidez nos licenciamentos e garante que o país tem condições para recuperar o atraso face à Europa se criar um enquadramento regulatório estável.

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Apostada em liderar a descarbonização em Portugal, a Dourogás investe em múltiplas frentes de produção de gases renováveis, defende maior rapidez nos licenciamentos e garante que o país tem condições para recuperar o atraso face à Europa se criar um enquadramento regulatório estável.

A Dourogás reivindica um papel de vanguarda na transição energética nacional graças ao “investimento estratégico na produção e integração de gases renováveis”, sublinha Nuno Afonso Moreira, CEO da Dourogás.

Em simultâneo, mantém em curso três linhas de desenvolvimento complementar: unidades de produção de biometano a partir de resíduos orgânicos, projetos-piloto de hidrogénio verde alimentado por eletricidade renovável e iniciativas ligadas ao metanol verde para uso direto na indústria e na mobilidade pesada. Todas convergem no mesmo propósito — substituir combustíveis fósseis por alternativas de baixo carbono, reforçar a segurança do abastecimento energético e gerar valor nos territórios onde se inserem, sobretudo em zonas rurais com forte produção agrícola e pecuária. O impacto destes gases sente-se já na indústria.

A substituição de gás natural por biometano “permite manter processos térmicos com a mesma fiabilidade, mas com uma pegada carbónica quase nula”, afirma o responsável da empresa. A sua produção local evita ainda emissões associadas ao transporte de combustíveis convencionais, reduzindo custos logísticos e dependência externa. O hidrogénio verde e o metanol verde alargam o horizonte a processos de alta temperatura, à química fina e a setores onde o gás é matéria-prima (refinação, fertilizantes, siderurgia), mostrando que a descarbonização “não é apenas um objetivo futuro — é uma oportunidade presente”.

A empresa já testou a injeção de 5 % de hidrogénio na rede de gás natural sem alterações nos equipamentos dos consumidores, ensaio que abre caminho a quotas superiores previstas pela Comissão Europeia no pacote “Fit for 55”. O biometano surge como expoente da economia circular: produzido a partir de resíduos agrícolas, agroindustriais ou urbanos, transforma “um passivo ambiental num ativo energético”. Ao capturar o metano contido nesses resíduos — um gás com potencial de aquecimento global 28 vezes superior ao CO₂ — evita emissões diretas e cria energia renovável injetável na rede, com benefícios económicos e ambientais comprovados. Segundo cálculos da Dourogás, cada tonelada de biometano substitui 1,1 tonelada de combustível fóssil e reduz 2,8 toneladas de CO₂ equivalente. Na mobilidade pesada, a empresa defende uma solução de “descarbonização imediata”.

De acordo com a mesma fonte, o uso de biometano em autocarros e camiões reduz as emissões de CO₂ em mais de 90 % face ao gasóleo e praticamente elimina partículas finas, óxidos de enxofre e ruído — parâmetro crítico em centros urbanos. Vários operadores de transporte público no norte do país já testam rotas-piloto com abastecimento em estações de GNV da Dourogás, enquanto construtoras de veículos de longo curso oferecem motores otimizados para este combustível. As perspetivas são ambiciosas: Portugal tem potencial para substituir até 15 % do consumo de gás natural por biometano apenas com matéria- prima doméstica, o equivalente a 7 TWh anuais. Para tal, é crucial “acelerar os processos de licenciamento e garantir modelos de remuneração estáveis”. O responsável reconhece que o país está atrás de França, Itália ou Dinamarca, que já operam milhares de unidades, mas considera que o atraso pode ser colmatado “com projetos robustos e tecnologia consolidada, se forem criadas rapidamente condições para desbloquear investimento”.

A Dourogás tem em carteira dez projetos prontos a avançar, totalizando 120 milhões de euros de CAPEX e capacidade para abastecer cerca de 70 mil lares ou 250 autocarros urbanos. Os desafios não se limitam ao biometano. “A celeridade dos processos” administrativos é apontada como o maior entrave ao desenvolvimento dos gases renováveis. A empresa defende um balcão único para licenciamento, metas anuais de ligação à rede e contratos de compra de longo prazo que ofereçam previsibilidade aos produtores. Ainda assim, a oportunidade é clara: posicionar Portugal como player relevante em toda a cadeia de valor — da produção à logística, da indústria à mobilidade — e transformar os gases renováveis “num motor de inovação, emprego qualificado e desenvolvimento sustentável”, acrescenta. Conclui Nuno Afonso Moreira que biometano, hidrogénio verde e metanol verde “são soluções concretas para descarbonizar setores difíceis de eletrificar”.

Têm a vantagem de poder ser integrados nas infraestruturas existentes, garantindo continuidade e fiabilidade ao sistema energético, enquanto diversificam fontes de receita para os produtores agrícolas e reduzem a fatura energética dos consumidores. “A transição energética só será eficaz se for também inteligente, e os gases renováveis são parte essencial dessa equação; Portugal tem agora a oportunidade — e a responsabilidade — de acelerar”.

 

Artigo com o apoio Dourogás

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