Em 2050, algumas cidades podem ter climas nunca antes vistos no planeta

Um estudo recente revela que o mundo estará mais quente e mais seco em 2050. Londres poderá ter um clima semelhante ao de Barcelona. Já Moscovo poderá ter temperaturas como as que se registam hoje em dia na capital búlgara.

António Sarmento

Cidades com temperaturas mais baixas e localizadas no hemisfério norte irão aproximar-se do clima de cidades 1000 quilómetros mais perto do Equador. Numa altura em que as alterações climáticas têm sido tema de debate e motivo de manifestações por todo o mundo, um novo estudo do “The Crowther Lab” vem revelar que cerca de 80% das cidades de todo o mundo vão experimentar transformações climáticas drásticas.

Comparando com as temperaturas das cidades atuais, o estudo demonstra, através de um mapa, as condições climáticas que 520 cidades irão enfrentar em 2050. Londres, por exemplo, terá temperaturas semelhantes a Barcelona, admitindo-se que a temperatura máxima do mês mais quente aumente 5,9⁰C.

Os termómetros em Moscovo atingirão temperaturas semelhantes às atuais em Sófia, e em Estocolmo experienciar-se-á o clima de Viena. “Estas são condições ambientais que ainda não foram experienciadas em nenhuma parte do planeta até ao momento”, revelou o fundador do “The Crowther Lab”, Tom Crowther, ao jornal britânico The Guardian. “Isto significa que haverá novos desafios políticos e infraestruturais que nunca foram enfrentados”, continuou.

Ao demonstrar o cenário do mundo num futuro próximo, o estudo do laboratório suíço tem como objetivo alertar os cidadãos e acelerar a tomada de decisões. “Não estamos definitivamente preparados para isto. O planeamento para as mudanças climáticas tem de começar ontem. Quanto mais cedo começar, menor será o impacto”, adverte Crowther.

As Nações Unidas alertaram para a necessidade de os governos mundiais serem mais ambiciosos quanto ao combate das alterações climáticas até 2030. O objetivo é travar as consequências do aquecimento global e diminuir as desigualdades no mundo.

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