Especialistas desenvolvem método de sete passos para pôr PME no caminho da sustentabilidade

“A Caminho da Sustentabilidade – Os 7 passos para a ação” foi apresentado no passado dia 16 de setembro, na AESE Business School, em Lisboa, num encontro que reuniu especialistas, académicos e líderes empresariais em torno da reflexão e ação para a sustentabilidade.

Redação

O livro “A Caminho da Sustentabilidade – Os 7 passos para a ação” foi apresentado no passado dia 16 de setembro, na AESE Business School, em Lisboa, num encontro que reuniu especialistas, académicos e líderes empresariais em torno da reflexão e ação para a sustentabilidade.

Da autoria de Joaquim Caetano, Luís Roberto, Margarida Antunes e Ricardo Ferreira, a obra publicada pela Clássica Editora é considerada por aqueles que a escreveram como “um verdadeiro livro-conceito de sustentabilidade empresarial”. Nela, reúnem-se casos de estudo reais e é apresentado um método dos sete passos que pretende ajudar empresas de diferentes setores a definirem e implementarem a sua estratégia de sustentabilidade “de forma simples e eficaz”.

A apresentação do livro feita por Conceição Zagalo, autora do prefácio, e contou também com uma conversa moderada por Paula Guimarães, que explorou os contornos e objetivos do livro, os casos de estudo de empresas Adega Mayor, Casa Mendes Gonçalves, Grupo Osíris, e a visão humanista da AESE.

Para Conceição Zagalo, este livro é “inevitável” para os gestores que querem preparar as suas empresas para o futuro e para as PME que almejam adquirir e manter relevância e sustentabilidade.

“Os autores constroem uma narrativa que cruza o humano com o técnico, a história com a prática, a reflexão com a ação. Têm a coragem de sistematizar sete passos concretos para que qualquer empresa, especialmente as nossas PME, possa estruturar a sua própria jornada para a sustentabilidade”, acrescenta.

Por seu lado, Cátia Sá Guerreiro referiu que “a sustentabilidade só será real quando for vivida por pessoas comprometidas, conscientes e capacitadas”. A docente e Diretora de Programas da AESE salientou ainda que “a mudança exige coragem, visão e liderança. E exige que deixemos de ver a sustentabilidade como um custo ou uma exigência externa, e passemos a vê-la como uma oportunidade de criar valor, para as empresas, para as pessoas e para o planeta”.

Gabriela Rodrigues, responsável de sustentabilidade da Casa Mendes Gonçalves, um dos casos de estudo que figuram no novo livro, afirmou que “construir uma estratégia de sustentabilidade é um processo exigente e repleto de desafios” e que “para as PME, este caminho pode ser particularmente desafiante, por enfrentarem, tantas vezes, recursos limitados”.

Como tal, defendeu que “é através de iniciativas como esta que conseguimos desmistificar o tema da sustentabilidade (…) e mostramos que é possível gerar valor tangível”. Além disso, lembrou que “só num contexto de partilha, parceria e cooperação entre empresas, pessoas e comunidade é possível transformar intenção em ação, criar um impacto positivo e duradouro, com resultados concretos, e assumir, juntos, o compromisso de construir um futuro melhor, mais responsável e sustentável”.

Do lado da Adega Mayor, outro dos casos de estudo, Rita Nabeiro reconheceu que “os desafios da sustentabilidade são complexos”, mas assegurou que “com visão, conhecimento e trabalho coletivo, é possível transformar dificuldades em oportunidades”.

Em referência à sua área de atuação específica, disse que “o futuro do vinho constrói-se no respeito pela terra que o produz e na capacidade de inspirar outros a seguir o mesmo caminho”, e que “a conversão das nossas vinhas para um modo de produção biológico e a adoção de práticas regenerativas demonstram que é possível produzir vinhos de excelência, enquanto se regenera o solo, se promove a biodiversidade e se fortalece a ligação com a comunidade”.

Sobre o Grupo Osíris, Ricardo Ferreira asseverou que a sua presença nesta obra “resulta do percurso que conduziu à certificação Travelife, concluída em apenas oito meses”. O responsável defendeu que “a sustentabilidade não é um luxo reservado às grandes empresas” e que “com compromisso, organização e visão, é possível conciliar rentabilidade e responsabilidade ambiental e social, mesmo numa PME”.

Luís Roberto, coautor do livro, acredita que o método de sete passos concebido apoiará as PME “na identificação do que necessariamente precisa de ser feito”, direcionando os esforços para as áreas certas e “evitando o desperdício de tempo”. Dessa forma, a obra contribui, sustentou, “para implementar a estratégia de sustentabilidade de forma simples, estruturada e eficaz”.

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