Esquilos-vermelhos podem ser mais resilientes às alterações climáticas do que se pensava

Cientistas da Universidade de Bournemouth (Reino Unido) revelam que as populações de esquilos-vermelhos (Sciurus vulgaris) que vivem a Europa são resilientes aos efeitos das alterações climáticas.

Redação

Cientistas da Universidade de Bournemouth (Reino Unido) revelam que as populações de esquilos-vermelhos (Sciurus vulgaris) que vivem a Europa são resilientes aos efeitos das alterações climáticas.

Os esquilos-vermelhos têm uma ampla distribuição geográfica, sendo encontrados desde a Península Ibérica, incluindo Portugal, e o Reino Unido, a oeste, até à costa do Pacífico no norte da China, passando por quase todo o continente europeu, pela Rússia e pela Mongólia.

Vivem sobretudo em florestas de coníferas e mistas, mas é também presença regular em jardins e parques urbanos.

Por isso, é uma espécie que se consegue adaptar e prosperar em diferentes climas, o que sugere que pode, talvez mais do que outras, adaptar-se bem aos efeitos das alterações climáticas nos seus habitats.

O estudo revela que alterações na temperatura e a diminuição da chuva não têm uma influência direta significativa na taxa de sobrevivência dos esquilos-vermelhos. Os resultados, segundo os cientistas, vêm confirmar a singular capacidade de adaptação desses pequenos mamíferos roedores e sugerem que conseguirão enfrentar as mudanças que estão a abater-se sobre os seus territórios.

Ainda assim, há trabalho a fazer. Alyson Buchanan, que participou nesta investigação, diz, em comunicado, que “outros fatores, como os habitats, a disponibilidade de alimento, doenças e espécies concorrentes parecem importar mais” no que toca à sobrevivência da espécie.

Por isso, afirma que os resultados salientam “a necessidade de manter esforços de conservação positivos” que ajudem a proteger os esquilos-vermelhos.

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