Estudo mostra que IA pode reduzir resistência à ciência climática entre céticos

Investigadores dos Países Baixos e de França descobriram uma nova forma de ajudar os céticos das alterações climáticas a envolverem-se com a ciência climática — com o apoio da inteligência artificial generativa.

Redação

Investigadores dos Países Baixos e de França descobriram uma nova forma de ajudar os céticos das alterações climáticas a envolverem-se com a ciência climática — com o apoio da inteligência artificial generativa.

O estudo revela que modelos de IA podem ser utilizados para ajustar subtilmente os títulos de notícias sobre o clima, reduzindo a probabilidade de gerar reações negativas, desacordo ou sentimentos de arrependimento entre leitores mais resistentes ao tema. Crucialmente, estas alterações não comprometem a integridade factual dos conteúdos.

Os investigadores verificaram que os títulos modificados pela IA levaram a um maior número de interações positivas, como guardá-los para leitura posterior ou atribuir votos favoráveis — sendo o efeito particularmente notório entre os participantes mais céticos.

Além disso, os dados sugerem que os utilizadores que, graças à intervenção da IA, acabaram por ler conteúdos sobre ciência climática mostraram uma mudança nas suas crenças, aproximando-se da posição defendida pelo consenso científico internacional.

Este estudo abre portas a novas estratégias de comunicação científica, mais eficazes na abordagem a públicos tradicionalmente difíceis de alcançar — sem comprometer o rigor da informação.

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