Executivo de empresa de fracking diz que não sabia que ia provocar terramotos

No Reino Unido, explora-se gás e petróleo através da técnica de fracking, que envolve injetar água, químicos e areia a alta pressão a uma profundidade de 2km no subsolo, para fazer subir a matéria-prima difícil de alcançar de outro modo.

Agora, um executivo sénio da empresa de frackingCuadrilla disse que não esperava que as operações da empresa pudessem causar tremores de terra fortes o suficiente para obrigarem as operações a parar – apesar de os tremores de terra serem exatamente um dos efeitos secundários desta técnica de exploração de hidrocarbonetos.

Na zona de Lancashire, as operações da Cuadrilla causaram 37 tremores de terra desde que começaram as prospeções de gás, com dois a serem poderosos o suficiente para ultrapassarem o permitido por lei.

A empresa argumenta que as suas operações foram monitorizadas de forma precisa e que, por isso, não iriam causar terramotos. Já o Partido Verde acusou a empresa de não saber do que fala. “Eles não sabiam que iam provocar terramotos desta magnitude e é obvio que não sabem como os parar”, disse Jonathan Bartley, dos Verdes.

 

Prospeção de gás em análise em Portugal
Além dos tremores de terra, o frackingutiliza grandes quantidades de água que têm de ser transportados para o local da exploração. Há também os riscos causados pelos químicos carcinogénicos que podem escapar-se durante a perfuração e contaminar os lençóis freáticos. Por fim, numa altura em que a ONU apela a que se transforme o setor da energia e mudemos para energias renováveis não poluentes não faz sentido continuar a explorar hidrocarbonetos e a poluir a terra e a atmosfera.

Por cá, continuam as polémicas em torno de licenças para prospeção de hidrocarbonetos. A mais recente é na zona de Aljubarrota, onde o Governo concedeu uma licença à empresa australiana Australis Oil & Gas para a prospeção de gás na zona. A consulta pública decorre até ao próximo dia 27 de novembro.

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