Exército britânico utiliza porcos vivos nos treinos

Cerca de 115 porcos terão sido mortos em treinos do exército britânico, em três anos, revelou uma investigação do Daily Mirror. Segundo o jornal, o exército daquele país envia militares para a Dinamarca, de forma a realizar estes testes – a prática é ilegal no Reino Unido. Há um mês, por outro lado, o mesmo jornal já tinha noticiado que o exército britânico enviava cirurgiões estagiários, para a Dinamarca, para “tratar” de porcos com lesões idênticas a humanos em combate.

“O envolvimento militar do Reino Unido nestes exercícios cruéis e arcaicos é impossível de justificar medicamente, eticamente ou educacionalmente”, disse Mimi Bekhechi, directora do grupo de bem-estar dos animais do Reino Unido, PETA.

Bekhechi acrescentou que a prática não é popular noutros lugares e “se mais de 80% dos aliados da NATO, incluindo 20 países membros da União Europeia, têm as suas forças armadas modernizadas e não usam animais para os seus treinos, então as forças armadas britânicas também podem mudar”.

Uma directiva da União Europeia refere que “os Estados-Membros devem assegurar, sempre que possível, um método ou estratégia de ensaio cientificamente satisfatória que não implique a utilização de animais vivos”.

Embora os porcos sejam geneticamente muito semelhantes aos seres humanos, há muitas alternativas de treino, incluindo computadores que simulam a reacção humana em situações reais de guerra.

Se tem interesse em assinar a petição para o exército britânico parar com o treino em suínos vivos pode fazê-lo aqui.

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