As florestas europeias terão mais destruição, devido a perturbações como incêndios, tempestades e pragas, ao longo do próximo século, devido às alterações climáticas, segundo um estudo hoje divulgado.
Publicado pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS), o estudo, realizado por uma equipa internacional de investigadores de instituições da Europa, Austrália e América do Norte, indica que as perturbações irão levar a grandes picos de mortalidade de árvores e também terão impactos profundos nas paisagens florestais e na biodiversidade, com consequências ambientais e socioeconómicas duradouras.
Os autores do trabalho notam que prever perturbações futuras é difícil, porque os sistemas florestais contêm mecanismos de “feedback” complexos que interagem entre si de formas altamente dinâmicas, pelo que não há projeções precisas e em larga escala sobre as florestas futuras.
Com recurso a imagens de satélite e uma modulação que teve em conta a interação entre as alterações climáticas, o crescimento florestal e as perturbações, os autores do estudo simularam taxas de perturbação das árvores sob três cenários de alterações climáticas e descobriram que a mortalidade das árvores em todo o continente se irá intensificar em todos os cenários climáticos.
O estudo indica que as perturbações atinjam níveis sem precedentes na segunda metade do século XXI se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem sem controlo. De acordo com os autores, os incêndios florestais são o principal fator de mortalidade induzida por perturbações, particularmente nas regiões secas mediterrânicas, mas também nas zonas onde o fogo tem sido historicamente menos comum.
Também os surtos de escaravelhos representam outro fator importante, especialmente nas regiões temperadas da Europa Central, onde as condições mais quentes e secas aceleram o ciclo de vida dos escaravelhos e enfraquecem as defesas das árvores.









