França dá 100 mil euros para resiliência costeira no norte de Moçambique

A França disponibilizou 100 mil euros para uma plataforma de resposta aos desafios de acesso à água e de rendimentos alternativos à pesca, beneficiando 14.786 pessoas na província de Nampula, norte de Moçambique.

Green Savers com Lusa

A França disponibilizou 100 mil euros para uma plataforma de resposta aos desafios de acesso à água e de rendimentos alternativos à pesca, beneficiando 14.786 pessoas na província de Nampula, norte de Moçambique.

“O objetivo final é contribuir na adaptação das comunidades costeiras a viverem numa área marinha protegida”, lê-se num comunicado da Associação de Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP) Moçambique, uma das cinco organizações do consórcio responsável pela implementação do projeto denominado “Futuro Azul”.

Segundo a organização, o programa, de um ano e financiado pelo Governo francês com 100 mil euros, visa estabelecer uma plataforma de resposta aos desafios de acesso à água e de rendimentos alternativos à pesca, principalmente no distrito de Memba.

O programa também pretende fortalecer a resiliência dos ecossistemas costeiros e, simultaneamente, melhorar os meios de subsistência das comunidades locais.

“As intervenções abrangem ecossistemas críticos como mangais, ervas marinhas e recifes de coral, beneficiando diretamente cerca de 14.786 pessoas através da promoção da pesca sustentável e da diversificação das fontes de rendimento”, avançou-se.

O projeto “Futuro Azul” envolve um consórcio de cinco organizações que incluem a Universidade Eduardo Mondlane (UEM), a Associação do Meio Ambiente, o Departamento de Ciências Biológicas da UEM, o Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul (Proazul), a ADPP e a Fundação para a Conservação da Biodiversidade, liderado pela Wildlife Conservation Society.

A pesca artesanal continua a representar o grosso do volume anual em Moçambique e envolvia quase 400 mil pessoas e mais de 42 mil embarcações, em águas interiores e marítimas, segundo o censo de 2022, divulgado no ano passado.

Também a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento e o Proazul vão desembolsar 450 milhões de meticais (seis milhões de euros) para o desenvolvimento sustentável da economia azul em Moçambique.

“Entre os principais objetivos da parceria estão a ativação do Observatório da Economia Azul, Conselho da Economia Azul, o reforço dos mecanismos financeiros e o fortalecimento da comunicação e da capacidade institucional do ProAzul”, lê-se num comunicado daquele fundo moçambicano de economia azul.

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