Fundações mobilizam-se para enfrentar alterações climáticas

O setor das fundações vai mobilizar-se para enfrentar os desafios das alterações climáticas, e compromete-se a integrar a sustentabilidade ambiental e a resposta à crise climática nas suas áreas e formas de atuação.

Green Savers com Lusa

O setor das fundações vai mobilizar-se para enfrentar os desafios das alterações climáticas, e compromete-se a integrar a sustentabilidade ambiental e a resposta à crise climática nas suas áreas e formas de atuação.

O compromisso faz parte de um “Pacto das Fundações Portuguesas para a Ação Climática”, que vai ser apresentado na sexta-feira em Lisboa num encontro que é também de subscrição do documento e que inclui uma mesa redonda sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

O encontro é promovido pelo Centro Português das Fundações (CPF), que no Pacto, documento a que a Lusa teve acesso, reconhece a importância de mobilizar o setor fundacional para a procura de soluções e o estabelecimento de compromissos que permitam enfrentar eficazmente a atual crise climática e outros desafios provocados pelas alterações climáticas.

O CPF refere também a importância de as fundações alinharem as suas ações com os ODS. O lançamento do Pacto surge na sequência da Convenção para a Cooperação na Implementação dos ODS, subscrita por 52 fundações.

É na sequência desse compromisso que as fundações estão agora “prontas a juntar esforços para promover a ação climática”, disse à Agência Lusa o secretário-geral do CPF, Ricardo Garcia.

“O Pacto é um compromisso que as fundações assumem”, acrescentou, referindo que essas fundações vão nomeadamente contribuir com atividades e financiar projetos na área da sustentabilidade ambiental.

Ricardo Garcia deu o exemplo do comprometimento climático de entidades como a Fundação Calouste Gulbenkian ou a Fundação Oceano Azul, mas salientou que há muitas outras fundações com idêntico comprometimento.

“As fundações estão comprometidas sobretudo com a sociedade” e, com o Pacto, o desafio climático ganha maior importância, disse o responsável, notando que na questão das alterações climáticas não se está apenas a falar do clima mas sim do futuro.

No preâmbulo do Pacto o CPF diz-se consciente de que a crise climática é “um dos maiores desafios” da atualidade e de que as alterações climáticas já afetam a biodiversidade, a vida das populações e comprometem o bem-estar das gerações futuras.

Ao assinarem o pacto as fundações comprometem-se a reconhecer a urgência climática e assumem a responsabilidade de agir e “sensibilizar proativamente” para os impactos do aquecimento global, “integrando a dimensão climática nas estratégias institucionais e nos projetos apoiados”.

E comprometem-se também a formar as equipas internas nas questões climáticas e de sustentabilidade e partilharem boas práticas e a adotar medidas como reduzir a pegada ecológica interna ou promover a economia circular.

As instituições subscritoras do documento irão também promover o investimento sustentável (“evitando a exposição a ativos relacionados com combustíveis fósseis e a atividades prejudiciais ao ambiente e à biodiversidade”) e apoiar projetos de combate, mitigação e adaptação às alterações climáticas.

E propõem-se atuar coletivamente para promover uma economia de baixo carbono, ou garantir que as comunidades mais vulneráveis sejam “beneficiárias prioritárias” das iniciativas de mitigação e adaptação às alterações climáticas.

O CPF compromete-se a apoiar as fundações signatárias do pacto, criando condições para a sua operacionalização, como apoio nas comunicações, divulgação de iniciativas ou formação.

“As fundações signatárias reconhecem que, coletivamente, podem ser um motor de transformação para um futuro mais sustentável”, segundo a parte final do documento.

O encontro de sexta-feira, com representantes de fundações de todo o país e no qual está prevista a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, inclui uma mesa-redonda sobre “A Convenção para a Implementação dos ODS – O que está feito e o que falta fazer?”.

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