Incêndios florestais levam à deslocação de 17 mil pessoas no Canadá

 Mais de 17.000 pessoas foram ontem retiradas de casa em Manitoba, no centro do Canadá, enquanto a província vive um dos piores inícios de época de incêndios florestais, adiantaram as autoridades locais.

Green Savers com Lusa

 Mais de 17.000 pessoas foram ontem retiradas de casa em Manitoba, no centro do Canadá, enquanto a província vive um dos piores inícios de época de incêndios florestais, adiantaram as autoridades locais.

Com o aquecimento global, o Canadá é cada vez mais afetado por eventos climáticos extremos, incluindo incêndios de grande escala e o país viveu a sua pior época de incêndios florestais em 2023.

“Esta é a maior operação de evacuação em Manitoba nos últimos tempos”, anunciou o primeiro-ministro da província, Wab Kinew, em conferência de imprensa, declarando o estado de emergência em toda a região.

Os aviões militares deverão enviar recursos “em breve” para ajudar a retirar os residentes das zonas mais remotas, detalhou Kinew.

A deslocação de população também afetou a cidade de Flin Flon, onde 5.000 residentes receberam ordens para se prepararem para fugir a qualquer momento, à medida que as chamas se aproximavam da cidade mineira.

Os residentes de várias outras cidades remotas e comunidades indígenas também receberam ordens de retirada.

A expectativa é que a maioria seja transferida para Winnipeg, a capital de Manitoba.

O Canadá tem atualmente 134 incêndios ativos em diversas províncias, incluindo Manitoba, mas também Ontário, Colúmbia Britânica, Alberta e Saskatchewan.

“Pela primeira vez, este não é apenas um incêndio numa região. Temos incêndios em todas as regiões. Isto é uma evidência das alterações climáticas, às quais teremos de nos adaptar”, alertou o primeiro-ministro de Manitoba, Wab Kinew.

Vinte e dois incêndios florestais estão ativos na sua província e quase 200 mil hectares de floresta foram afetados no último mês, o triplo da média anual da região.

“Manitoba teve a maior atividade de incêndios no Canadá até agora este ano”, frisou Kirstin Hayward, do Corpo de Bombeiros da província.

De acordo com as previsões das autoridades canadianas, a época de incêndios florestais poderá ser “acima do normal” no centro e oeste do Canadá em junho e julho, e “muito acima da média” em agosto, principalmente devido à seca severa ou extrema que continua a afetar muitas áreas.

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