Madeira com novos drones para reforçar gestão florestal e prevenção de incêndios

O secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura realçou que os equipamentos foram adquiridos no âmbito de uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tendo custado 200 mil euros, e contam com uma “tecnologia bastante evoluída”.

Green Savers com Lusa

O Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN) da Madeira adquiriu drones que vão permitir reforçar a gestão e monitorização florestal, a prevenção de incêndios, assim como a realização de resgates, foi anunciado.

O secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura realçou que os equipamentos foram adquiridos no âmbito de uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tendo custado 200 mil euros, e contam com uma “tecnologia bastante evoluída”.

O sistema apresenta várias funcionalidades e, “acima de tudo, é um grande ajuda” para conhecer o terreno, sublinhou Eduardo Jesus, na apresentação destes veículos aéreos não tripulados, que decorreu no Miradouro do Paredão, no concelho de Câmara de Lobos.

O governante destacou que é possível fazer “uma leitura vertical do manto vegetal”, permitindo, assim, “saber a altura de cada uma das árvores onde está a ser operado o drone”.

O sistema adquirido é composto por um drone principal, um conjunto de módulos que podem ser acoplados ao aparelho, e dois drones mais pequenos que são complementares.

Eduardo Jesus salientou que este é um instrumento que dá uma “informação preciosa” para a elaboração do inventário florestal, possibilitando que a atualização seja mais célere”, sendo igualmente uma mais-valia na prevenção de incêndios.

No que toca ao resgate, com os módulos que podem ser acoplados ao drone principal, é possível fazer projeção de voz, ou seja, dialogar com a pessoa que está a ser resgatada, destacou.

É também possível “emitir uma mensagem gravada para uma circunstância em que é preciso prevenir alguém numa determinada zona”, assinalou.

O secretário regional com o pelouro do Ambiente referiu ainda que o comando do drone pode ser partilhado, o que significa que dois profissionais podem estar a operar o mesmo aparelho.

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