Moçambique está a desenvolver uma nova métrica de biodiversidade para medir os impactos do desenvolvimento no elefante africano, uma espécie “prioritária para a conservação” no país, indica-se numa nota consultada hoje pela Lusa.
“Com esta iniciativa, o Governo de Moçambique e os seus parceiros reforçam o compromisso com soluções técnicas inovadoras que promovem um desenvolvimento mais equilibrado e a conservação de uma das espécies mais emblemáticas do país”, lê-se na nota divulgada pela Fundação para a Conservação da Biodiversidade (Biofund) de Moçambique.
Segundo o documento, em 29 de janeiro foi realizado um ‘workshop’ de Validação da Métrica para o Elefante Africano em Moçambique, pelo Programa COMBO+, uma parceria entre a Wildlife Conservation Society (WCS), a Biofund e o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, através da Direção Nacional do Ambiente e Mudanças Climáticas.
“O encontro marcou um passo importante no reforço dos instrumentos técnicos para avaliar perdas e ganhos de biodiversidade associados a projetos de desenvolvimento no país”, segundo a mesma nota.
A iniciativa enquadra-se nos esforços de Moçambique para conciliar o desenvolvimento económico com a preservação da biodiversidade, em particular do elefante africano, uma “espécie prioritária para a conservação” no país, que está classificada como “‘em perigo’ pela lista vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês).
“Face às crescentes pressões do desenvolvimento, à perda e fragmentação de habitats e aos conflitos homem-fauna bravia, a métrica pretende apoiar a avaliação de impactos e a definição de medidas de contrabalanço mais eficazes”, refere-se ainda na nota da Biofund.
De acordo com a Biofund, trata-se da quinta métrica desenvolvida no âmbito do Programa COMBO+, após as métricas para recifes de coral, florestas de miombo, mangais e ervas marinhas.
Segundo dados da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Moçambique tem cerca de dez mil elefantes, que continuam a ser visados em ataques de caçadores furtivos, que procuram marfim para vender.









