Mondim de Basto abre concurso de 957 mil euros para criar “laboratório vivo” no Alvão

O presidente da Câmara de Mondim de Basto, Bruno Ferreira, disse que o projeto do Living Lab PNA visa a criação de um laboratório vivo e um parque de biodiversidade, com espécies autóctones deste parque natural.

Green Savers com Lusa

A Câmara de Mondim de Basto lançou um concurso público por 957 mil euros (mais IVA) para a criação do centro de investigação Living Lab, que centrará atenções no Parque Natural do Alvão (PNA), foi hoje anunciado.

O presidente da Câmara de Mondim de Basto, Bruno Ferreira, disse que o projeto do Living Lab PNA visa a criação de um laboratório vivo e um parque de biodiversidade, com espécies autóctones deste parque natural.

Criado em 1983, o PNA é o mais pequeno parque natural do país, com 7.239 hectares que se repartem pelos concelhos de Mondim de Basto e de Vila Real.

O primeiro passo para a concretização do projeto foi dado em 2024, com a assinatura de um memorando de entendimento para a criação da Associação de Investigação e Desenvolvimento Living Lab (laboratório vivo) Parque Natural do Alvão, assinado pelo município, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

Agora, a segunda fase passará pela reabilitação e adaptação do conjunto de três edifícios, conhecidos como o “Quartel Florestal do Fojo” e que são propriedade do ICNF.

O presidente do município disse que o concurso público foi lançado pelo preço base de 957 mil euros, mais IVA, e realçou que o projeto irá dar um contributo importante para a preservação do PNA.

Ali serão instalados, entre outros, os serviços administrativos, dormitórios para investigadores e um laboratório e, segundo Bruno Ferreira, haverá também um espaço para acolher equipas de prevenção do ICNF.

O objetivo do projeto é tirar partido da biodiversidade existente no parque e contribuir para a sua preservação, num contexto em que aumenta, de ano para ano, a procura turística neste território que tem como um dos seus ex-líbris as quedas de água das Fisgas de Ermelo, que têm um desnível de 400 metros e são consideradas uma das maiores da Península Ibérica.

As soluções tecnológicas a desenvolver podem ajudar a fazer a monitorização da pegada turística nos território, a prevenir os fogos florestais ou a avaliar a qualidade do ar ou da água.

No Living Lab podem ser desenvolvidos estudos para preservar e valorizar a biodiversidade local, considerando o impacto de atividades humanas, como por exemplo a exploração de pedreiras, ou promovida investigação sobre a diversidade geológica e a gestão sustentável do solo, incluindo técnicas de sequestro de carbono.

Este laboratório vivo poderá ainda incentivar à implementação de práticas de descarbonização, reutilização de recursos e desenvolvimento de modelos de negócio sustentáveis, proceder à avaliação da qualidade da água, promoção de energias renováveis e eficiência energética, ajudar na preservação do património arquitetónico.

O projeto visa a promoção do artesanato local e a valorização da cultura regional, bem como de um turismo sustentável, pelo que poderão ser criados percursos turísticos sustentáveis e estruturas de apoio à visitação e experienciação (com recurso por exemplo a imagens virtuais e 3D).

Bruno Ferreira destacou a trilogia que ficará instalada no PNA, com três infraestruturas que vão funcionar em complementaridade, como o Centro Interpretativo das Fisgas de Ermelo, aberto desde 2024, o miradouro das Fisgas de Ermelo (a inaugurar a 19 de abril) e o Living Lab.

O município do distrito de Vila Real lançou também o concurso público para a construção das zonas de lazer dos rios Tâmega e Cabril.

Com prazos de execução de 10 meses, estas obras apresentam um preço base de 569 mil euros, no caso da zona de lazer do rio Tâmega e de 309 mil euros para a zona de lazer do rio Cabril.

“Esta é a primeira empreitada de um plano de valorização superior a dois milhões de euros, que tem como valor maior preservar os elementos naturais do concelho, valorizá-los e colocá-los ao dispor dos mondinenses”, afirmou Bruno Ferreira.

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