Mosquitos foram detetados pela primeira vez na Islândia, um dos poucos locais no mundo sem populações desses insetos.
A revelação é feita pelo Instituto de História Natural da Islândia e, em comunicado, aponta que se trata da espécie Culiseta annulata, que ocorre um pouco por toda a Europa, incluindo nos países nórdicos e no Reino Unido, mas que ainda não tinha sido encontrada naquela fria nação insular.
Os mosquitos foram encontrados na semana passada na cidade islandesa de Kjós por Björn Hjaltason, um entusiasta dos insetos. Numa armadilha que colocara no seu jardim para atrair traças, deu de caras que com o pensou serem umas “moscas estranhas”.
Intrigado, e suspeitando que algo não estava certo, recolheu três espécimes: uma fêmea e dois machos. Os animais foram enviados para o instituto islandês, onde se confirmou que se tratava realmente de mosquitos.
De acordo com os especialistas, esses insetos adaptaram-se às condições climáticas frias da Islândia, sobrevivendo aos invernos, mais rigorosos do que nos países onde são normalmente encontrados, abrigados em caves ou em celeiros. Embora piquem, como outras espécies de mosquitos, os C. annulata não representarão nenhuma ameaça para os humanos, uma vez que não são considerados vetores de doenças.
Embora não se saiba ainda ao certo como é que os mosquitos chegaram à Islândia, o Instituto de História Natural do país sugere que podem ter sido transportados em mercadorias.
“A descoberta do mosquito junta-se a um número crescente de novos insetos que têm sido identificados neste país nos últimos anos, em parte devido ao aquecimento climático” e também à intensificação do movimento de transportes de mercadorias, diz a instituição, que assegura que continuará a monitorizar e estudar relatos de avistamento de mosquitos no país.









