Organizações ambientalistas consideram inaceitável atitude do Governo sobre as metas de reutilização

No passado dia 6 de novembro entrou em período de consulta pública um diploma sobre o novo regime geral de gestão de resíduos, no qual se propõe que os “setores de atividade económica, designadamente da indústria, do comércio, da distribuição e da restauração, devem adotar, até 2023, instrumentos de autorregulação que definam metas de gestão” de reutilização de embalagens, e que os instrumentos de autorregulação “estão sujeitos a homologação pelos membros do Governo responsáveis pelas áreas da economia e do ambiente, bem como pelos setores de atividade representados nos referidos instrumentos”.

A ZERO, a Sciaena e a ANP/WWF já se vieram pronunciar, considerando a proposta “grave e inaceitável”,  acusando os responsáveis de abdicar “da responsabilidade política de definir o caminho que Portugal deve trilhar.”

Acrescentam ainda que “esta postura revela a passagem de competências que devem ser exclusivas dos representantes políticos do nosso país, para a indústria e outros setores económicos que, reconhecidamente, têm sido entraves ao desenvolvimento da área da reutilização.”

As organizações sugerem que sejam indicadas novas metas, e que a reutilização seja prioritária face à reciclagem. O objetivo é que se promova uma verdadeira economia circular no país, garantindo em simultâneo uma recuperação económica justa e sustentável.

A consulta pública está a decorrer até ao dia 20 de novembro. Caso queira participar ou perceber o que as ONGs estão a fazer relativamente ao assunto, consulte a seguinte página.

 

Em parceria com ZERO.

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