Parque moçambicano de Banhine recebe 385 animais do Parque Nacional de Maputo

O parque Nacional de Banhine, na província de Gaza, sul de Moçambique, recebeu um total de 385 animais translocados do Parque de Maputo, para restabelecer a cadeia alimentar e atrair predadores naquela área de conservação, foi hoje anunciado.

Green Savers com Lusa

O parque Nacional de Banhine, na província de Gaza, sul de Moçambique, recebeu um total de 385 animais translocados do Parque de Maputo, para restabelecer a cadeia alimentar e atrair predadores naquela área de conservação, foi hoje anunciado.

“Desde 2018, a ANAC [Administração Nacional das Áreas de Conservação] e a Peace Parks Foundation têm investido em infraestruturas, formação de fiscais, gestão de água e envolvimento comunitário, preparando o terreno para este renascimento”, lê-se numa nota do parque de Banhine.

De acordo com o documento, com a chegada de 385 animais translocados do Parque Nacional de Maputo, também no sul do país, aquela área protegida vive um “momento histórico”, marcando um novo capítulo na sua restauração ecológica.

“Espécies como zebras, impalas, bois-cavalos e pivas ajudarão a restabelecer a cadeia alimentar e atrair predadores, impulsionando o ecoturismo e a recuperação do equilíbrio ecológico”, descreveu-se.

Com apoio da Comon Foundation, fundo de caridade dedicado à regeneração e reflorestamento de áreas degradadas em todo o mundo, e da Deutsche Postcode Lotterie, que recolhe dinheiro para boas causas na Alemanha e outros países, Banhine reforça o seu papel como refúgio de biodiversidade e elo vital entre os espaços naturais da África Austral, concluiu o parque na nota.

Criado em 1973, ainda no período colonial, para proteger a biodiversidade, localizado no distrito de Chigubo, província de Gaza, o Parque Nacional de Banhine destaca-se pela savana semiárida, onde habitam avestruzes, hipopótamos e imponentes embondeiros.

O parque enfrentou ameaças como tráfico de marfim, caça ilegal e seca severa, que reduziram significativamente algumas populações animais, e está, atualmente, em recuperação com a reintrodução de espécies e aposta no ecoturismo, oferecendo alojamento e safaris para visitantes.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) inscreveu em 13 de julho o Parque Nacional de Maputo na lista do Património Mundial da Humanidade.

A inscrição foi adotada durante a 47.ª reunião da organização, que decorreu em Paris, com a UNESCO a destacar que o parque “inclui ecossistemas terrestres, costeiros e marinhos, e abriga quase cinco mil espécies”.

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