As autoridades namibianas não detetaram “qualquer fogo ativo” no Parque Nacional de Etosha pelo segundo dia consecutivo após um incêndio deflagrado nas suas proximidades ter atingido 38% da reserva natural, anunciou ontem o Governo da Namíbia.
Esta “artéria vital para a indústria turística”, segundo a presidência desta nação vizinha de Angola, foi devastada por um incêndio de grandes proporções que deflagrou em 22 de setembro e se propagou, alimentado por ventos fortes, sobre a vegetação seca no final do inverno austral.
“Na sequência da segunda inspeção aérea realizada na terça-feira, 30 de setembro de 2025, não foi detetado qualquer fogo ativo no Parque Nacional de Etosha”, indicou hoje a ministra do Ambiente em comunicado.
O parque, que inclui nomeadamente o lago salino seco de Etosha, abriga 114 espécies de mamíferos, incluindo o rinoceronte-negro, em perigo crítico de extinção.
“Está em curso um estudo para determinar a extensão dos danos, em particular sobre a fauna selvagem”, acrescentou a ministra, ao anunciar o destacamento de “três veterinários para o Parque Nacional de Etosha a fim de tratarem os animais selvagens feridos”.
Imagens consultadas pela agência France-Presse (AFP) mostravam elefantes de pé, com o corpo em carne viva ou a pele queimada pelo calor.
“Até à data, foram atingidos um total de 853.946 hectares, ou seja, 38% da superfície do parque”, precisou o Ministério do Ambiente.
Um incêndio continua ativo nas imediações do parque, em Ombonde, para onde foram destacados 45 agentes para o combater.









