Pawseum, o “idealista” dos animais de companhia



Estudante da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) criou uma plataforma online que reúne cães e gatos de associações e canis de todo o país.

Descrito como uma espécie de “idealista” dos animais, o Pawseum tem como objetivo facilitar o processo de adoção.

“O interesse pelo digital começou bastante cedo, sempre com curiosidade sobre tecnologia. Só depois de entrar na FCUP é que percebi realmente o poder que tinha nas mãos ao juntar um computador à capacidade de tornar ideias reais através de código”, explica, no site da FCUP, Guilherme Pinto, estudante do Mestrado em Ciência de Computadores.

Guilherme Pinto e Jéssica Padrão (segunda a contar da direita). Foto: FCUP.

“Foi aí que o gosto pela programação cresceu”, recorda, a que se veio a juntar a vontade de ajudar os animais e também os futuros donos.

“Queremos que a relação adotante e animal seja o mais humana e próxima possível. Apostamos numa comunicação alegre, num website colorido e numa apresentação positiva dos animais”, adianta.

O Pawseum nasceu após as dificuldades com que a cofundadora, a designer Jéssica Padrão, se deparou para adotar um cão: demorou quase um mês a encontrar o “patudo” certo.

“Entre grupos de Facebook, páginas de Instagram, sites e até aplicações de vendas, a informação era confusa. Ou não havia detalhes suficientes sobre os animais, ou não havia resposta, e muitas vezes, quando finalmente chegava, o animal já tinha sido adotado”, contam os fundadores.

Foi essa a motivação que os levou a criarem uma plataforma organizada em que qualquer pessoa pode encontrar o seu companheiro de quatro patas com base nas características que procura e na zona onde vive.

“Colocamos os animais no centro de tudo” 

A par do trabalho do site, os criadores deste projeto visitam as associações, falam com quem lá trabalha e criam conteúdos nas redes sociais para ajudar a dar visibilidade aos muitos cães e gatos para adoção. “Não somos apenas um catálogo de adoção – colocamos os animais no centro de tudo”, garante Guilherme Pinto.

Além disso, com a inteligência artificial são criadas descrições personalizadas para cada animal apenas com base nos seus dados: nome, idade, características e alguns adjetivos.

“Isto permite apresentar cada patudo de forma mais humana, alegre e próxima, sem recorrer a narrativas negativas”, destaca a dupla.

Qualquer associação de animais se pode juntar à plataforma e automaticamente publicar anúncios no site. A plataforma, ativa desde novembro, conta com a participação de quatro abrigos parceiros e, desde então, já ajudou quatro animais a encontrar uma nova casa.

Em breve, Guilherme Pinto e Jéssica Padrão querem criar o Pawmatch, uma funcionalidade inspirada no modelo do Tinder, onde os adotantes poderão encontrar os animais mais compatíveis consigo com base nas características de ambos, podendo dar “match” com o patudo ideal. O objetivo é aproximar pessoas e animais de forma intuitiva e moderna, dizem.






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