Todos os anos, o concurso Underwater Photographer of the Year 2026 reúne as melhores fotografias, de todo o mundo, que mostram a vida abaixo da superfície da água, dos mares tropicais e polares, de águas rasas e do alto mar, até a lagos nas montanhas.
Do topo do mundo às profundezas mais escuras e misteriosas dos oceanos, a iniciativa pretende dar a conhecer as maravilhas do mundo natural que vivem em ambientes aquáticos, mostrando o que há de mais belo, mas também os grandes desafios enfrentados pelas espécies que os habitam.
A edição deste ano teve como grande vencedor Matty Smith, da Austrália. O título de Underwater Photographer of the Year 2026 foi-lhe concedido graças a uma fotografia de duas crias de elefante-marinho no arquipélago das Malvinas.
Depois do desmame e com algumas semanas de vida, as crias são abandonadas pelos progenitores e têm de aprender a singrar sozinhas num mundo que ainda lhes é muito estranho e do qual pouco conhecem. A imagem vencedora capta as duas crias numa poça de maré, onde exercitam os músculos e desenvolvem as capacidades fundamentais de que precisarão para serem exímias nadadoras.
Lembrando o momento em que captou a fotografia, intitulada “Rockpool Rookies” (ou “Novatos da poça de maré”, em tradução livre para português), Smith diz que foi por esse preciso momento que se tinha deslocado às Malvinas, “para testemunhar e fotografar as suas primeiras aulas a solo na vida”.
“Na primeira noite após a minha chegada, o céu incendiou-se com cores. Vesti o meu fato, apressei-me a entrar na água e captei algumas imagens antes de a luz desaparecer. Esse acabou por ser o momento decisivo da viagem, e estou feliz por não ter hesitado”, recorda o fotógrafo. A imagem venceu também na categoria “Portrait” (“Retrato”).
Entre os grandes vencedores de prémios está também uma fotografia de uma foca-leopardo de boca escancarada tirada por Sam Blount na Antártida, que conquistou o prémio “Up & Coming Photographer of the Year 2026”. À imagem foi dado o nome de “Lunging Leopard” (ou “Leopardo em ataque”, em tradução livre), que salienta o modo de vida deste grande predador dos mares frios do sul da Terra.

Uma imagem arrepiante de uma criança sentada sobre o corpo sem vida de uma baleia-piloto com um grande e profundo golpe na zona da cabeça, parecendo estar de barbatana dada com uma cria, também ela morta, numa cena banhada por um mar vermelho de sangue. A imagem foi captada por Khaichuin Sim, nas ilhas Faroé, durante um festival tradicional de caça à baleia, também conhecido como Grindadráp.

“Visto pelos locais como legado cultural e uma fonte de alimento, [o evento] é condenado globalmente pela sua brutalidade e impacto na vida marinha”, descreve o fotógrafo malaio, cuja imagem, com o título “Where Innocence Meets Tradition” (“Onde a Inocência Encontra a Tradição”), venceu o prémio “‘Save Our Seas Foundation’ Marine Conservation Photographer of the Year 2026”.
Uma fotografia de tons róseos mostra meia dezena de pequenos camarões atarefados numa esponja. De acordo com a fotógrafa Natalie Yarrow, na esponja vivia uma grande colónia desses crustáceos marinhos de cores vibrantes, que descreve como “criaturas sociais e cooperantes”. Por serem quase da mesma cor do que a esponja onde fazem casa, esses animais gozam de uma camuflagem que reduz a probabilidade de serem detetados e devorados por predadores.

Com o nome “Crowded House” (ou “Casa a abarrotar”), Yarrow venceu o prémio de fotógrafa britânica subaquática mais promissora (“Most Promising British Underwater Photographer 2026”).
Veja na galeria seguinte mais fotografias que venceram nas várias categorias deste concurso internacional.




















