PFAS em Williamtown podem afetar fertilidade masculina e desenvolvimento embrionário

Um estudo da Universidade de Newcastle sugere que níveis de PFAS encontrados na zona contaminada de Williamtown podem alterar a saúde reprodutiva masculina em animais, mesmo sem danificar visivelmente os espermatozoides.

Redação

Um estudo da Universidade de Newcastle sugere que níveis de PFAS encontrados na zona contaminada de Williamtown podem alterar a saúde reprodutiva masculina em animais, mesmo sem danificar visivelmente os espermatozoides.

A investigação, liderada pelo Professor Brett Nixon e por Jacinta Martin, expôs ratos a água contaminada com PFAS em concentrações semelhantes às registadas no ambiente local. Os resultados mostraram: diminuição da produção diária de espermatozoides, queda de testosterona e DHT, alterações moleculares nos espermatozoides e impacto no desenvolvimento embrionário, embora os espermatozoides mantivessem função normal em laboratório.

“Apesar de parecerem normais, os espermatozoides transportavam alterações moleculares que podem afetar a próxima geração”, explica o Professor Nixon.

O estudo também indica que descendentes de animais expostos podem nascer ou crescer maiores do que o habitual, refletindo achados em humanos sobre baixa contagem de espermatozoides em homens com elevada exposição a PFAS.

Os investigadores alertam para a necessidade de compreender melhor os efeitos da exposição ambiental a PFAS na saúde reprodutiva e nas gerações futuras, particularmente em comunidades afetadas como Williamtown.

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