Porto de Sines quer tornar-se plataforma ibérica do hidrogénio verde

O presidente do Conselho de Administração, Pedro do Ó Ramos, destacou o papel estratégico do Porto de Sines enquanto polo de referência na cadeia de valor do hidrogénio verde, evidenciando as condições únicas que o tornam um hub energético e logístico de excelência.

Redação

O Porto de Sines marcou presença no 1.º Fórum Hispano-Luso do Hidrogénio Verde, que decorreu no Centro de Artes de Sines, no âmbito do projeto europeu Futuretech-H2, uma iniciativa que junta parceiros de Portugal e Espanha para promover o desenvolvimento da economia do hidrogénio e a transição energética na Península Ibérica, foi divulgado em comunicado.

Segundo a mesma fonte, a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) esteve representada pelo presidente do Conselho de Administração, Pedro do Ó Ramos, que participou como orador principal na sessão dedicada ao tema “Sines como plataforma ibérica do hidrogénio”. Na sua intervenção, o responsável destacou o papel estratégico do Porto de Sines enquanto polo de referência na cadeia de valor do hidrogénio verde, evidenciando as condições únicas que o tornam um hub energético e logístico de excelência.

Entre os projetos em destaque, foi referido o envolvimento de Sines em diversos corredores verdes marítimos, nomeadamente o corredor Sines–Roterdão–Duisport, resultante de um Memorando de Entendimento que integra também a empresa MADOQUA, responsável pela produção de combustíveis verdes em Sines. Estes serão exportados através do porto com destino a Roterdão, contribuindo para o abastecimento energético sustentável do norte da Europa.

Pedro do Ó Ramos realçou ainda o conjunto de investimentos industriais e energéticos previstos para a Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS) até 2030, incluindo projetos dedicados à produção de hidrogénio verde e combustíveis sintéticos, assim como novas infraestruturas para armazenamento e abastecimento de combustíveis sustentáveis destinados ao transporte marítimo.

O responsável sublinhou, por fim, os projetos de expansão portuária em curso, que visam reforçar a capacidade de Sines para movimentar e armazenar os novos combustíveis, consolidando o seu papel no processo de descarbonização do setor marítimo-portuário e da indústria.

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