Projeto ProRios visa reabilitar 3400 quilómetros de linhas de água

O Governo espera reabilitar mais de 3400 quilómetros de linhas de água, até ao final da década, com o projeto ProRios que prevê um investimento de 180 milhões de euros, revelou o secretário de Estado do Ambiente.

Green Savers com Lusa

O Governo espera reabilitar mais de 3400 quilómetros de linhas de água, até ao final da década, com o projeto ProRios que prevê um investimento de 180 milhões de euros, revelou o secretário de Estado do Ambiente.

João Manuel Esteves falava, na passada sexta-feira, em Águeda, na assinatura de um protocolo com a Câmara para a reabilitação do Rio Alfusqueiro, num percurso de cerca de três quilómetros.

O projeto nacional “ProRios” visa atingir a meta de 3400 quilómetros de linhas de água reabilitadas em Portugal, com a recuperação de rios e ribeiras.

“O nosso objetivo é chegar aos 3400 quilómetros de rios e ribeiras recuperados, até ao final desta década” afirmou João Manuel Esteves, na apresentação em Águeda.

O governante destacou que já foram recuperados 700 quilómetros e que o investimento pretende “mobilizar diversos setores em torno da valorização das ribeiras”.

Em Águeda, o projeto para o Rio Alfusqueiro foi apresentado pelo especialista Pedro Teiga, prevendo a transformação de três quilómetros do curso de água num corredor ecológico.

A intervenção no Rio Alfusqueiro será focada na eliminação de espécies invasoras e na aplicação de técnicas de engenharia natural para estabilizar as margens degradadas, segundo descreveu.

O presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, recordou o pioneirismo do Município na renaturalização das margens dos cursos de água, mas deixou um alerta crítico sobre a poluição no Rio Cértima.

“O Rio Cértima continua extraordinariamente poluído ao entrar em Águeda”, afirmou o autarca, lembrando que essa poluição “alimenta a praga de jacintos na Pateira de Fermentelos”.

Jorge Almeida sublinhou que a autarquia assegura sozinha os custos da limpeza da maior lagoa natural da Península Ibérica há cerca de 20 anos consecutivos, pedindo apoio para fazer face aos custos da atividade da ceifeira aquática ali colocada.

Pimenta Machado, da Agência Portuguesa do Ambiente, disse que o problema da poluição no Rio Cértima está identificado e que tem de ser resolvido em cooperação com os municípios a montante.

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