Quinta devoluta em Arcos de Valdevez vai ser centro de inovação agrícola por 3,5 milhões de euros



Uma quinta devoluta há mais de duas décadas em Arcos de Valdevez vai ser transformada em centro de produção de conhecimento e inovação agrícola, num investimento estimado em 3,5 milhões de euros, revelou hoje o presidente da Câmara.

Em declarações à agência Lusa, João Manuel Esteves explicou que projeto Quinta Ciência Viva vai ser desenvolvido em parceira com diversas instituições, naquele espaço cedido pelo Estado ao município por 50 anos.

Constituída por três edifícios, cerca de cinco hectares de terrenos agrícolas e 10 hectares de floresta, a quinta vai ser transformada num espaço “dedicado à agricultura e ao mundo rural, setores fundamentais para a economia de Arcos de Valdevez”, no distrito de Viana do Castelo.

O autarca social-democrata referiu que o protocolo de colaboração para a execução do projeto foi assinado na quinta-feira, entre a Câmara Municipal, a Agência Nacional de Ciência Viva, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, o Instituto Politécnico de Viana do Castelo, a Incubadora de Empresas e a Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez.

“O objetivo é transformar a quinta num espaço de formação, de atração de jovens para a agricultura, experimentação, de promoção e inovação agrícola”, sublinhou João Manuel Esteves.

O autarca adiantou que “no final do mês será submetida aos fundos comunitários regionais do Norte 2030 uma candidatura para recuperar um dos três edifícios da quinta, que será transformada em centro de acolhimento de visitantes e interessados em informação e formação agrícola”.

Ao PEPAC, programa de apoio à agricultura, “vai ser submetida outra candidatura para financiar a criação de uma exploração agrícola em cerca de dois hectares de terrenos”.

“A partir de meados do próximo ano tanto a recuperação da casa como a exploração agrícola deverão estar em funcionamento”, referiu.

Numa fase posterior, o projeto prevê a recuperação de um segundo edifício que será destinado à inovação e informação para os agricultores, sendo que a terceira casa da quinta vai ser recuperada para armazém de alfaias e maquinaria agrícola.

Segundo João Manuel Esteves, a Quinta Ciência Viva terá ainda um espaço, que funcionará em contentores, destinado à incubação de empresas agrícolas.






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