Satélites mostram onde estiveram as 25 maiores fugas de metano do planeta em 2025, um gás com um efeito de estufa dezenas de vezes superior ao do dióxido de carbono.
Com base em dados recolhidos e tornados públicos pela organização Carbon Mapper, o projeto “STOP Methane”, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), detetou as principais fontes de metano do setor do petróleo e gás com as maiores emissões por hora entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2025.
De acordo com a análise feita, dos 25 locais com as maiores emissões de metano, os dois primeiros estão localizados no Turquemenistão, um com uma taxa de emissões estimada de 10,5 toneladas por hora e outro de 10,1 toneladas por hora. No total, os locais no Turquemenistão ocupam 15 lugares na lista, ou seja, mais de metade das maiores emissões de metano em todo o mundo associadas a instalações de petróleo e gás foram geradas num só país em 2025.
Os dados de satélite registaram 4.404 plumas de metano em 2.489 instalações de combustíveis fósseis em todo o mundo no ano passado. São só consideradas as plumas detetadas pelo menos duas vezes. Do Top 25 constam ainda locais no Irão (com três), na Venezuela (com cinco), nos Estados Unidos da América (com um, no Texas) e no Paquistão (com um, em Sindh).
Os analistas dizem que, à medida que a tecnologia de monitorização de metano a partir do Espaço foi sendo expandida e aprimorada, será possível obter avaliações mais precisas e confiáveis. Ainda assim, afirmam que a lista que apresentam permite perceber já onde é provável que se localizem as maiores fontes mundiais de metano associadas ao setor dos combustíveis fósseis.
Para se perceber a dimensão da questão, os especialistas do projeto “STOP Methane” dizem que, no espaço de um ano, uma fonte que emita cinco toneladas de metano por hora, valores que estão a meio da tabela do Top 25, contribui tanto para o aquecimento global quanto um milhão de SUVs ou uma central termoelétrica a carvão com uma potência de 500 megawatts.









