Supremo canadiano rejeita travar plano para abater centenas de avestruzes
O Supremo Tribunal do Canadá rejeitou esta quinta-feira um pedido para travar o plano do governo do país para abater cerca de 400 avestruzes numa quinta de produção dessas aves.
A decisão surge depois de a Universal Ostrich Farms ter contestado a sentença do Tribunal Federal de Recursos que declarara não haver razão para impedir o abate dos animais. A empresa de criação de avestruzes fora ordenada, em maio passado, pela Agência Canadiana de Inspeção Alimentar (CFIA, na sigla em inglês) a abater cerca de 400 aves na exploração para impedir um surto de gripe aviária (H5N1).
Na quarta-feira, o Supremo suspendera a ação para decidir se iria ou não permitir o recurso, mas, um dia depois, optara por rejeitar o pedido.
Em reação, o governo canadiano, em comunicado, diz que a CFIA vai prosseguir com a “total despovoação” das avestruzes nessa quinta, uma ação “autorizada pela Lei da Saúde Animal e em linha com a política de erradicação da gripe aviária de alta patogenicidade”.
De acordo com o jornal The Guardian, as autoridades canadianas assumiram o controlo da exploração da Universal Ostrich Farms no início desta semana, devido à resistência dos proprietários para acatarem a ordem de abate.
Em nota, o governo avisa que obstruir ou de alguma forma impedir o acesso e trabalho dos técnicos e oficiais governamentais será legalmente punido e diz ter interditado o espaço aéreo sobre a quinta.
O plano de abate tem sido fortemente contestado, com os opositores a pedirem que as avestruzes sejam testadas para confirmar que se estão ou não realmente afetadas pela gripe aviária antes de serem abatidas.
Segundo o periódico britânico, 69 aves terão morrido na exploração de uma doença com sinais semelhantes ao da gripe aviária e que a última morte terá ocorrido, dizem os proprietários, em janeiro. Contudo, desde então não foram comunicadas mais mortes que possam ser relacionadas com a doença e a Universal Ostrich Farms afirma que a restante população parece estar saudável.
Não há para já indicações sobre quando o abate massivo terá início.