A aldeia isolada e indígena de Mistolar, na fronteira entre o Paraguai e a Argentina e a 300 quilómetros da estrada pavimentada mais próxima, recebeu na última semana o seu primeiro sistema de purificação de água, permitindo aos seus 200 habitante ter, pela primeira vez, acesso a água potável.
O sistema foi instalado pelo grupo suíço meeco e baseia-se num sistema solar de bombeamento de água, o sun2flow. O sistema off-grid utiliza equipamentos como módulos policristalinos da Talesun e uma bomba submersível centrífuga, que permite retirar 25 mil litros de água potável por dia.
Paralelamente, a instalação utiliza uma tecnologia de ventilação de ponta que ajuda a transformar a água contaminada em água bom para consumo, usando uma solução que inserte e mistura oxigénio na água, evitando que esta estagne.
Finalmente, o sub2flow tem também um sistema de recolha e gestão de água potável.
“As autoridades de Boquerón procuravam uma solução de energia renovável que não só gerisse a necessidade mas também contribuísse para melhorar directamente o estilo de vida das áreas sem acesso a electricidade, reduzindo as doenças”, explica Oliver Jann, presidente da meeco América Latina.
A pergunta é simples, a resposta também. A água da chuva não é potável por uma razão: no caminho que separa a formação das gotículas, nas nuvens, e o chão, existem substâncias na atmosfera. Estas substâncias podem ser tóxicas, especialmente se vivermos numa grande cidade ou centro industrial.
Segundo a Super Interessante, a chuva carrega poluentes da queima de combustíveis, como o benzeno, que é cancerígeno. É por isso que a chuva deixa o ar mais limpo, porque varre todas estas substâncias do céu.
Se vive longe dos centros urbanos, a situação é idêntica. É certo que o ar, em princípio, é mais limpo, mas as nuvens podem vir da cidade.
Há um caso que explica esta teoria. Em 1881, a chuva ácida chegou aos lagos noruegueses, trazendo partículas de carvão da Inglaterra, a mil quilómetros de distância.
No Brasil, uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo mostrou que os poluentes gerados nesta cidade podem espalhar-se até 350 km, em caso de ventos fortes. Para além disso, a água da chuva das nuvens formadas no campo podem ter excesso de cálcio e potássio.
As nuvens do litoral, por seu lado, têm sódio, o que pode causar hipertensão e problemas de coração, entre outros.
A Siemens vai assegurar água potável a 80% da população rural angolana, um projecto de responsabilidade social denominado “Água para Todos” e que tem como pano de fundo o fornecimento de duas ETA (Estação de Tratamento de Águas), instaladas no sul de Angola.
Segundo Rui Mota, responsável pela unidade de negócio Water Technologies da Siemens Portugal, cada uma das ETAs vai servir uma população de 10 mil habitantes, através do processo de coagulação/ floculação, decantação, filtração e desinfecção final da água.
“O objectivo do Projecto Água Para Todos é assegurar o acesso a água potável a pelo menos 80% da população rural”, explicou Rui Mota, que revelou ainda que, de acordo com o Governo angolano, até 31 de Julho de 2011 foi possível servir 43,9% da população com água potável, o que corresponde a mais de 3 milhões de habitantes”.
As soluções Siemens para o sector da água estão presentes em 174 países, nos cinco continentes. Com mais de 900 produtos e tecnologias disponíveis nesta área, a Siemens tem 2150 patentes e mais de 200 mil referências.
As páginas que trocam “gosto” no Facebook por donativos ou bens de primeira necessidade são, normalmente, fenómenos de popularidade. As comunidades online gostam de causas justas, sobretudo quando estas se encontram à distância de um clique.
Foi certamente a pensar neste efeito na comunidade que a Procter & Gamble (P&G) lançou esta página, que pretende levar os consumidores a tomarem consciência – e relacionarem-se – com a campanha da multinacional para levar água potável a quem mais precisa. Por cada “gosto” que a página angariar, a P&G promete levar um dia de água potável a um país em desenvolvimento.
Esta é a primeira vez que o programa CSDW (Children’s Safe Drinking Water – Água Potável para as Crianças) utiliza o Facebook como plataforma de marketing, e ainda que os resultados, até agora, não sejam muito significativos – 2.100 “gosto” – a verdade é que a campanha arrancou ontem. Esperemos, então.
O programa CSDW foi lançado há sete anos pela P&G, centrando-se numa tecnologia que purifica a água e a torna potável. A tecnologia foi desenvolvida pela multinacional norte-americana e será agora comercializada.
“À medida que trabalhamos no nosso objectivo de salvar uma vida por hora até 2020, queremos que outros nos ajudem a tocar e melhorar vidas”, explicou o CEO, presidente e chairman da P&G, Bob McDonald.
A P&G já terá purificado quatro mil milhões de litros de água desde 2005, ajudando a salvar 22 mil vidas.
Nenhum fontanário deveria estar disponível sem garantir requisitos mínimos de potabilidade da água, mas a verdade é que 12 dos 35 analisados pela Deco estão a jorrar água imprópria e deviam estar fechados, porque apresentam elevados níveis de chumbo, alumínio e contaminação bacteriológica. O estudo foi publicado na revista Proteste de Julho/Agosto.
Num fontanário de Caneças, Odivelas, a água excede o limite máximo de chumbo e alumínio, e, em Abrantes, é o metal perigoso manganês que rebenta com a escala. Em Almeida, Baião, Beja, Elvas, Loulé, Nisa, Santarém, Santiago do Cacém, Vale de Cambra e Santa Maria de Viseu, a protagonista é a já muito falada e.coli, coliformes fecais que podem provocar febre, diarreia e vómitos.
As câmaras municipais, as juntas de freguesia e as delegações de saúde estão já a par dos resultados das análises e a Deco sugere que liguem os fontanários à rede pública de abastecimento, além da instalação de torneiras com temporizador. “O fecho é a solução limite e, apesar de ser impopular, é mais seguro do que um simples aviso de que a água não é controlada”, afirmou a associação de defesa do consumidor, acrescentando que também é necessário mudar a actual legislação, para se saber, concretamente, quem tem responsabilidade na gestão das fontes e na qualidade da água que fornecem.
A questão não é pacífica, porque os mais críticos avançam que 35 fontanários em milhares existentes é uma amostra reduzida. Os mais preocupados dirão que fornecer apenas o nome das localidades não é suficiente para defender a população, uma vez que existe mais do que uma fonte em cada lugar. No entanto, segundo a Deco e Ambiente Online, o relatório detalhado já terá sido encaminhado para as autoridades competentes, apesar de, sete anos depois do último estudo realizado no mesmo âmbito, os 18 fontanários assinalados com água contaminada nessa altura, continuarem a funcionar actualmente.