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Tag Archive | "Alterações Climáticas"

Cobertura de gelo na Antárctica é a maior dos últimos 40 anos


Desde 1970 que o gelo da região Antárctica não cobria uma extensão tão grande, de acordo com a NASA. E ainda que muitos utilizem esta informação para negar o aquecimento global, a verdade é que a NASA afirma que este fenómeno existe – exactamente – devido ao desequilíbrio climático do planeta.

De acordo com investigadores, este ganho de gelo no Pólo Sul pode ter uma relação directa com o aumento da temperatura na Terra, o que teria provocado a deslocação de ar mais frio para a região. “Sem nenhuma barreira geográfica a norte, o gelo pode expandir-se livremente se as condições de mostram favoráveis”, explicou Walt Meier, cientista da NASA.

Outra possível causa para o crescimento da cobertura glacial é o sistema de baixa pressão do Mar Amundsen, no Oceano Antárctico, que vem apresentando alterações, levando mais vento para o continente.

O Planeta Sustentável avança que várias hipóteses estão a ser levantadas para explicar este novo recorde. O que se sabe até agora, porém é que enquanto o derretimento no Árctico não pára de aumentar – são perdidos em média 20 mil metros quadrados de gelo por ano -, a Antárctica ganha mais cobertura.

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35 mil morsas trocam Árctico por Alaska à procura de comida


As focas podem nadar durante dias, mas as morsas não. Depois de apenas um dia à procura de comida nas águas do Árctico, elas espetam os seus dentes nos pedaços de gelo e dormem durante horas – depois, seguem caminho até ao Alaska à procura de comida.

Na verdade, esta situação não ocorre durante todos os períodos do ano. No Inverno, este problema não se coloca. Até há pouco tempo, também os Verões eram pacíficos, mas à medida que as temperaturas sobem nesta estação e os blocos de gelo diminuem, as morsas têm de procurar comida noutros locais.

Há muito que os cientistas suspeitam desta mudança na vida destes animais, mas há cada vez mais provas da realidade. O número de morsas encontradas no Alaska tem vindo a crescer desde 2007 e chegou aos 30 mil em 2011. Nos últimos meses, porém, já subiu novamente, para os 35 mil indivíduos.

“As morsas estão a dizer-nos o que os ursos polares nos disseram e o que muitos povos indígenas nos têm dito no alto Árctico”, explicou à Associated Press (AP) Margaret Williams, directora-geral do programa do World Wildlife Fund para o Árctico. “Todos nos dizem que o ambiente do Árctico está a mudar de forma extremamente rápida e é altura do resto do mundo tomar conhecimento disto e perceber quais as raízes das alterações climáticas”.

Foto: Polar Cruises / Creative Commons

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Maldivas: ilhas de lixo ameaçam turismo de luxo (com FOTOS)


As Maldivas são conhecidas pelas suas ilhas paradisíacas, hotéis luxuosos, águas azuis e praias deslumbrantes – e agora, também, pela ameaça das alterações climáticas, que poderá reduzir estas características a um grande e gigantesco Oceano Índico. No entanto, este cenário já não será tão azul – é que algumas das ilhas do arquipélago estão cheias de plástico – lixo plástico.

A denúncia foi feita pela cineasta Alison Teal, de 27 anos, que visitou Thilafushi – ou ilha do lixo – uma ilha artificial criada pela empresa municipal de resíduos de Malé, a capital do País.

Alison revelou estar chocada com a quantidade de garrafas de plástico que viu a flutuar no mar transparente, bem perto das praias idílicas do arquipélago. Acompanhada pelo fotógrafo australiano Mark Tipple e a colega Sarah Lee, Alison documentou esta realidade de forma a chamar a atenção para o problema dos resíduos na ilha.

Todos os dias, são criadas mais de 400 toneladas de lixo em todas as ilhas das Maldivas – um número exagerado pela indústria do turismo – e cada visitante gera 3,5 quilos de lixo por dia. Este lixo terá de ir para a algum sítio – e não existem muitos, nas Maldivas, para além do mar.

“Fiquei chocada com a quantidade de lixo que cobriu a bela ilha, que está inabitada. E isto era apenas uma ilha – nem quero imaginar o que se passa nas outras 1.200 ilhas, todas cobertas de plástico”, explicou Alison.

Veja as fotos. Conhecia esta realidade?

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Algas oceânicas podem evoluir mais rapidamente para responder às alterações climáticas


Pequenas algas oceânicas têm a capacidade de evoluir mais rapidamente para conseguirem responder às alterações climáticas, um sinal de que algumas das formas de vida que habitam nos oceanos podem ser mais resilientes do que se pensava perante temperaturas mais quentes e níveis de maior acidificação.

A conclusão é de um estudo alemão do instituto GEOMAR Helmholtz-Centre for Ocean Research, em Kiel. A investigação descobriu que um tipo de algas microscópicas consegue produzir cerca de 500 gerações por ano, mais de um apor dia, e assim sobreviver e prosperar em águas com temperaturas mais quentes e a níveis de acidificação oceânica previstos para 2100.

A evolução é um aspecto normalmente omitido nas projecções científicas que estudam os efeitos do aquecimento global no planeta nas próximas décadas, pois as alterações genéticas acontecem a um ritmo demasiado lento para que os animais possam beneficiar delas.

As algas estudadas, a Emiliania huxleyi, que na verdade são um tipo de fitoplâncton, são uma fonte principal de alimento para os peixes e para outras formas de vida oceânicas e conseguem absorver grandes quantidades de dióxido de carbono. Quando florescem, estas algas conseguem por vezes ser vistas do espaço.

“Os processos evolucionários necessitam de ser considerados aquando da previsão dos efeitos do aquecimento e acidificação oceânica no fitoplâncton”, lê-se no estudo, publicado na revista científica Nature Climate Change, refere a Reuters. Contudo, os investigadores ressalvam que os resultados verificaram são em condições laboratoriais, onde não existem predadores ou doenças.

Os cientistas afirmam ainda que as conclusões do estudo não são motivo para encarar o aquecimento global como um problema menos grave, pois outros animais marinhos de maior longevidade, como os peixes e os moluscos, não serão capazes de evoluir da mesma forma para evitar o problema.

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Alterações climáticas foram a chave do Congresso Mundial da Água


“AUTOSSUFICIÊNCIA ENERGÉTICA, NEUTRALIDADE DA PEGADA DE CARBONO e a adaptação às alterações climáticas no sector da água foram três das questões mais ouvidas no Congresso Mundial da Água, que decorre até amanhã no Centro de Congressos de Lisboa.

Ontem, o congresso juntou-se à Conferência das Nações Unidas sobre o Clima, a decorrer nos Estados Unidos, e uniu quatro oradores para discutir os temas perante uma plateia sedenta de soluções.

No palco, Glen Daigger (Presidente da International Water Association), Harry Bode (Ruhrverband, Alemanha), Steve Kenway (Universidade de Queensland, Austrália) e Corinne Trommsdorff (IWA) sublinharam a relação existente entre o sector da água e as alterações climáticas, nomeadamente os efeitos das secas e das cheias nas atividades de abastecimento de água e saneamento de águas residuais com especial impacto na operação das infraestruturas.

O contributo das utilities para as alterações climáticas passa pela adopção de medidas de redução do consumo de energia, mas também de aproveitamento dos seus próprios recursos no sentido da autossuficiência energética, ambas contribuindo para a redução das emissões dos gases de efeito de estufa (GEE).

Os oradores admitiram que, embora as componentes de tratamento de água e águas residuais e, em particular, o seu transporte e distribuição, representem um consumo energético com alguma expressão, o peso mais significativo  reside numa fonte de consumo de energia frequentemente ignorada: os consumidores.

Assim, defenderam que a questão da eficiência energética deve ser planeada abordando o ciclo urbano da água de forma integrada: desde a captação à descarga no meio receptor, passando pelo consumo de água. Um exemplo: um gesto tão simples como tomar um duche quente representa um consumo de energia que vai muito para além do processo de levar água até casa do consumidor, uma vez que o próprio aquecimento da água implica consumos energéticos significativos, que podem ser tornados mais eficientes por exemplo por via do aproveitamento da energia solar.

Todo os oradores concordaram que o objectivo de alcançar a autossuficiência energética e neutralidade de carbono nos sistemas de água pode ser alcançado e já existem muitas soluções para o efeito, sendo que existem por vezes condicionantes locais que dificultam esse processo, desde logo porque o impacto das alterações climáticas é diferente de região para região.

Por fim, aproveitaram para fazer um apelo direccionado às entidades governantes e reguladoras para que lhes seja concebida uma maior liberdade na aplicação de tais soluções.”

A futura Engenheira do Ambiente Inês Vieira vive em Lisboa e foi uma das três vencedoras do concurso “Repórter da Água”, organizado pela Águas de Portugal para promover o Congresso Mundial da Água, a realizar-se esta semana em Lisboa.

O Green Savers tem uma equipa de reportagem neste congresso. Siga-nos diariamente em www.greensavers.sapo.pt, no Facebook ou Twitter.

Foto: Kevin Dooley / Creative Commons

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Aldeia “afundada” em 1935 reaparece devido à seca (com FOTOS)


Em 1935, a aldeia de Mardale Green, na Cumbria britânica, foi inundada para dar lugar ao reservatório de Haweswater, que serve a área da Grande Manchester. Nos últimos dias, porém, a aldeia voltou a ser visível, resultado da falta de chuva durante os meses secos do Verão.

Segundo a imprensa britânica, esta é a primeira vez que Mardale Green – ou o que sobre dela – é vista em mais de 80 anos. Nesse ano, os habitantes da aldeia foram expulsos das suas casas e parte dos edifícios acabaram desmantelados – várias quintas, uma igreja e um pub. As pedras foram depois utilizadas para construir a torre de água situada na margem oeste do reservatório.

Agora, o que resta de Mardale Green pode ser visto finalmente – e fotografado, qual Vilarinho das Furnas. Há várias estruturas antigas, portões de quintas, pedaços de árvores revelados.

“Foi o Setembro mais seco desde 1960”, explicou um porta-voz da Met Office, admitindo que a quantidade de chuva ficou-se pelos 2% em relação a um Setembro normal.

Quando Haweswater foi construído, o nível da água chegou aos 29 metros – cerca de 84 mil milhões de litros. A barragem criou uma reserva de seis quilómetros de comprimentos e 600 metros de largura. A parede mede 470 metrose tem 27,5 metros de altura.

Mardale Green era considerada uma das mais bonitas aldeias da Cumbria e o reservatório foi altamente criticado à altura.

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