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Tag Archive | "Estados Unidos"

NSA: Centro de dados que vigia cidadãos vai usar 6,4 milhões de litros de água por dia


Uma das maiores revelações do ano diz respeito à fuga de informação sobre o programa de vigilância PRISM, da National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos, que tem vindo a monitorizar todas as comunicações dos cidadãos norte-americanos. Muitas pessoas revelaram-se chocadas com a revelação – e ainda não sabiam elas de tudo.

Foram agora revelados mais detalhes sobre o novo Intelligence Community Comprehensive National Cybersecurity Initiative Data Center – também conhecido como o grande centro de dados que está a ser construído pela NSA em Bluffdale, Utah, nos EUA.

Sabe-se agora que o sistema de recolha e armazenamento de toneladas de informação sob a forma de telefonemas, emails e pesquisas online será um consumidor gigante de água e electricidade. De acordo com o Treehugger, a instalação de 93 mil m2 vai albergar 9.300 m2 de servidores de armazenamento de dados e vai usar 6,4 milhões de litros de água por dia, de modo a manter os servidores frescos.

O centro de dados será responsável por 1% de todos os usos de água na região e a cidade de Bluffdale está já à procura de fontes de água adicional para quando a instalação estiver concluída, em Setembro.

Os gastos de energia também não serão pequenos, tendo em conta o tamanho da estrutura. A instalação vai exigir 45 megawatts de electricidade, o que equivale ao consumo de 65 mil casas. Terá a sua própria subestação de energia e geradores de back-up movidos a diesel.

Se tudo isto já parece impressionante – e dispendioso – prepare-se para o resto: a NSA está a construir também outro centro de dados em Fort Meade, Maryland, que terá dois terços do tamanho deste mega centro de que lhe falámos. Apesar de mais pequeno, continua a ser um enorme impacto para o ambiente.

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Cientistas garantem que ouro surgiu da colisão de estrelas mortas


Todo o ouro existente no Planeta Terra foi criado pela colisão de estrelas mortas, de acordo com cientistas do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (cFA). O precioso metal terá resultado de uma explosão de raios gama, que atirou para a Terra quantidades substanciais de elementos pesados​​.

O ouro é raro na Terra, em parte, porque também o é no universo. Ao contrário de elementos como o carbono ou ferro, ele não pode ser criado dentro de uma estrela. Assim, ele deverá ter “nascido” num evento mais violento, como uma breve explosão de raios-gama.

De resto, a observação destes raios-gama dão-nos provas, segundo os investigadores, de que este metal resulta da colisão de duas estrelas neutrão – os núcleos mortos das estrelas que já explodiram como supernovas.

Berger e os seus colegas estudaram uma explosão do raio-gama 130603B em Junho, a uma distância de quase quatro mil milhões de anos-luz da Terra. Esta foi uma das explosões deste género mais perto do Planeta Terra.

Um brilho único persistiu durante dias num local onde se deu esta explosão, significando, potencialmente, a criação de quantidades substanciais de elementos pesados, como o ouro.

“Estimamos que a quantidade de ouro produzido e ejectado durante a junção das duas estrelas neutrão pode ser do tamanho de dez massas lunares”, estimou Edo Berger, que trabalhou na investigação

Segundo uma pesquisa da Thomson Reuters, o Homem apenas retirou da Terra uma pequena parte do ouro existente – cerca de 172 toneladas. A maioria do ouro está no centro da Terra e, por agora, fora do alcance humano.

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The Farmery: produzir e vender alimentos num mesmo local é possível (com FOTOS)


E se conseguisse produzir e vender a sua comida num mesmo local? Que tal lhe parece a ideia? É nessa base que assenta o inovador projecto de agricultura sustentável de Ben Greene que pretende revolucionar os Estados Unidos – The Farmery.

Se pensarmos nas distâncias que os alimentos viajam desde o local onde são cultivados até às prateleiras dos supermercados e na quantidade de energia que é despendida nesse processo, percebemos por que faz tanto sentido a implementação de um projecto como este.

Greene prevê um sistema, com baixos custos de construção, onde se torna possível cultivar alimentos e ter um mercado para os comprar – tudo no mesmo edifício. Segundo o Treehugger, ele concebe ainda um local onde os clientes podem seleccionar e colher os próprios alimentos que quiserem levar para casa.

Utilizando um sistema de contentores empilhados, vasos suspensos e estruturas de estufa modulares, Greene já está a fazer crescer uma quantidade significativa de alimentos enquanto testa o conceito.

Numa época em que os preços dos alimentos e da energia estão em ascensão, um sistema como este poderia resultar numa fusão brilhante de quinta vertical futurista com uma escala e um modelo mais pragmáticos.

Greene espera que o seu projecto se expanda e ajude a mudar a forma como as pessoas vêm a comida.

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EUA: parques eólicos apresentam proposta controversa para matar águias


Nos Estados Unidos, alguns produtores de energia eólica parecem estar a causar o descontentamento em diversas frentes, com uma proposta polémica: a de serem autorizados, pelo governo federal, a matar águias e outras espécies protegidas com as suas turbinas.

Por todo o país, 14 projectos eólicos pediram permissão ao Fish and Wildlife Service para ferir ou matar um certo número de águias por ano. A proposta inclui quatro parques eólicos na Califórnia, um em Minnesota e outro em Oklahoma.

O projecto de Oklahoma poderia ser o primeiro no país a receber essa autorização. A empresa por detrás dele, a Wind Capital Group, quer permissão para matar até três águias anualmente, durante 40 anos, no seu parque com 94 turbinas.

A tribo de nativos americanos na região já se manifestou em protestos, tal como alguns grupos de conservação. A águia é uma figura sagrada e simbólica para os Osage e a área-alvo do projecto eólico contém uma elevada população de águias.

A administração Obama tem levado ao abrandamento das medidas de conservação da vida selvagem, de modo a facilitar o desenvolvimento da energia eólica – está a tentar desimpedir o caminho para a criação de energia renovável, apesar dos perigos para as espécies protegidas que isso acarreta.

Em 2009, a proibição de matar águias – deliberada ou inadvertidamente – foi mesmo anulada para os criadores de energia eólica. Em causa agora está o prolongamento da duração dessas autorizações de cinco para 30 anos.

Os ambientalistas, naturalmente, não querem que qualquer ave protegida seja morta em nome da energia renovável. Mas os interessados na questão colocam a seu favor o consumo excessivo dos combustíveis fósseis do planeta, apontando como um exagero o motim feito em torno das mortes dos animais.

A organização sem fins lucrativos American Bird Conservancy defende, contudo, que pássaros e energia eólica podem coexistir em harmonia – isso apenas obrigará a um trabalho árduo de pesquisa cuidadosa e regulamentos federais, trabalho que as empresas não querem ter.

Os dispositivos de criação de energia devem ser criados a pensar neste cenário, com monitorização de aves que permita reduzir a mortalidade dos animais e a perda de habitat. Depois de tantos esforços de conservação, nenhum activista quer que a águia se torne numa figura de oposição a um mundo mais ecológico.

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EUA: formigas loucas invasoras destroem equipamentos electrónicos


As “formigas loucas” (Nylanderia fulva), como são conhecidas, espalharam-se agora pela Flórida, por Louisiana e pelo Mississippi, depois de terem sido vistas pela primeira vez em Houston, no Texas, em 2002. Os insectos são uma verdadeira ameaça, uma vez que se alimentam de tudo – desde animais a equipamentos electrónicos.

Estas formigas sul-americanas têm ficado conhecidas por infestarem casas e até dispositivos como computadores portáteis e smartphones. São insectos altamente invasivos – competem agressivamente pelos recursos de outras espécies e estabelecem o seu domínio. O veneno que mata as formigas vermelhas é ineficaz para estas porque elas nem sequer o provam.

As formigas vermelhas são, em vários aspectos, bem-educadas – vivem nos quintais das casas, é no exterior que constroem os montes e só interagem com os humanos caso estes lhes pisem o ninho. O mesmo não se pode dizer que aconteça com as formigas loucas.

Na verdade, um estudo recente revela que estas formigas desalojaram as vermelhas dos ecossistemas do Texas, já que “hábitos de nidificação oportunistas são um factor-chave no seu domínio biológico”, disse o co-autor LeBrun ao Huffington Post. Esse domínio pode significar mudanças drásticas para um ecossistema que está ajustado à presença de formigas vermelhas há 40 anos.

Apesar de serem omnívoras, as formigas invasoras destroem equipamentos, formando “pontes” entre os contactos eléctricos e cortando-os. A ameaça, porém, recai mais sobre os ares condicionados e não tanto sobre os dispositivos móveis – as formigas são mais propensas a entrar em equipamentos fixos, sistemas de fios das casas e veículos como autocaravanas.

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O seu champô é tóxico?


É verdade que ninguém gosta de saber que existem substâncias químicas nocivas nos produtos que diariamente coloca no corpo – mas elas estão lá e em grandes quantidades. Segundo o Huffington Post, as mulheres norte-americanas usam, em média, 12 produtos de cuidados pessoais diariamente – entre limpeza, hidratação, desodorização e beleza. Isto traduz-se em mais de 100 substâncias químicas que são postas em contacto com o corpo, todos os dias.

Alguns desses químicos presentes nos produtos de cuidado pessoal estão ligados a problemas graves de saúde, incluindo asma, infertilidade e alergias. Mais de um em cada cinco desses produtos contêm mesmo químicos ligados ao cancro. Mas isto não é um problema apenas de mulheres – o mesmo acontece para os produtos masculinos, principalmente os dirigidos a adolescentes.

Uma análise recente da Campaign for Safe Cosmetics mostra que muitos produtos para homens contêm químicos perigosos ligados ao cancro, a problemas reprodutivos e também de desenvolvimento. É o caso, por exemplo, do acetato de chumbo encontrado nos amaciadores de cabelo nos EUA, apesar de ser proibido na União Europeia e no Canadá.

O triclosano, por sua vez, é um pesticida tóxico presente em desodorizantes, cremes de barbear e aftershave, causador de desregulação hormonal. Alguns grandes fabricantes, como a Johnson & Johnson já o eliminaram dos seus produtos, mas ele ainda pode ser encontrado na pasta dentífrica Colgate Total, por exemplo.

O alcatrão de carvão – proibido também na UE e no Canadá – é ainda encontrado em alguns champôs anticaspa nos EUA, mesmo sendo um produto cancerígeno.

A análise da Campaign for Safe Cosmetics descobriu também uma série de substâncias químicas nocivas em colónias e perfumes masculinos – estas não são possíveis de identificar nos rótulos porque as fragrâncias químicas, responsáveis por alterações hormonais, permanecem em suposta protecção enquanto segredo comercial e da fórmula mágica.

Muitos produtos químicos tóxicos nocivos à saúde continuam a ser permitidos, simplesmente porque a lei não o impede. Leia bem os rótulos, informe-se – provavelmente muitos dos produtos que está a usar não são, na verdade, o que gostaria de dar à sua saúde.

Foto: Sob licença Creative Commons

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