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Tag Archive | "Estados Unidos"

Os agricultores pobres que ajudaram a mudar os Estados Unidos (com FOTOS)


Propaganda ou obras de arte? As opiniões sobre estas fotografias divergem. Tiradas durante as décadas de 1930 e 1940, elas tinham como objectivo retratar as condições de vida dos agricultores pobres que viviam no interior dos estados do Sul dos Estados Unidos.

Muitas destas fotografias foram tiradas por fotógrafos da Farm Security Administration -profissionais contratados pelo governo para produzirem “propaganda positiva” sobre o New Deal de Franklin Roosevelt, de forma a conquistar o apoio do público. O New Deal consistia numa série de programas que Roosevelt queria implementar com o objectivo de recuperar e reformar a economia norte-americana (que ainda recuperava da Grande Depressão) e ajudar os mais pobres.

Contudo, para a implementação do New Deal o então presidente dos Estados Unidos necessitava da elite política abastada e as fotografias eram uma maneira vívida de mostrar as condições de vida daquelas pessoas. Marion Post Wolcott foi uma das principais fotógrafas do projecto da Farm Security Administration. “Como fotógrafa da FSA estava determinada a mudar a atitude das pessoas ao familiarizá-las com a situação dos mais desfavorecidos, principalmente na América rural”, explica a fotógrafa num esboço biográfico da Universidade de Virgínia, citada pelo Daily Mail.

“As fotografias da FSA chocaram e fomentaram a opinião pública de forma a aumentar o apoio ao New Deal, assim como desempenharam uma parte importante na revolução social dos anos 1930”, afirma Post Wolcott.

As fotografias desta fotógrafa norte-americana retratam o legado duradouro da escravidão – a pobreza extrema, o trabalho contínuo em plantações e a subnutrição. De acordo com a Universidade de Virgínia, a tarefa de Post Walcott e dos seus colegas era “documentar tanto a necessidade como o sucesso dos programas sociais e agrícolas do New Deal por todo o país”. A pequena equipa de fotógrafos produziu 270 mil fotografias entre 1935 e 1943, que custaram €737 mil ao Governo, com um salário anual de apenas €2.211.

As fotografias originais pertencem e são preservadas pela Divisão de Fotografia e Impressões da Biblioteca do Congresso. Em 2008, a entidade tornou-as públicas através do Flickr.

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O peixe-serra raro que parece ter saído dos tempos pré-históricos


Depois de duas horas de luta, um pescador do sul da Florida e os seus companheiros de pesca capturaram um peixe pouco comum: uma rara espécie de peixe-serra. Conhecido pelo seu focinho em forma de serra, esta espécie de peixe raramente é avistada em estado selvagem.

As sete subespécies conhecidas deste tipo de peixe estão ameaçadas ou severamente ameaçadas, pelo que o seu avistamento é ainda mais raro. Contudo, um exemplar foi pescado por Dustin Richter e os seus amigos durante uma das últimas madrugadas. Por qualquer razão, o grupo fez questão de retirar o animal fora de água para documentar a captura, mas o peixe voltou a ser atirado para as águas de Boynton Beach.

“Apanhar um peixe como este acontece apenas uma vez na vida”, afirmou Richter à ABC News, cita o Huffington Post. “Conseguir ver um peixe assim já é uma sorte, mas conseguir apanhar um é ter ainda mais sorte”, considera o pescador.

Richter estima que o peixe, com cerca de 3,4 metros, pesasse mais de 220 quilos. Segundo a descrição do pescador o peixe ainda não terá atingido o estado adulto na totalidade, uma vez que os dois tipos de peixe-serra encontrados nos Estados Unidos podem crescer mais de seis metros.

Acredita-se que os peixes-serra terão evoluído de uma forma, agora extinta, de tubarões primitivos. Esta espécie de peixe utiliza o focinho em forma de serra para se defender e para desenterrar pequenos peixes e crustáceos do fundo do oceano.

Por explicar ficou, porém, o porquê de tanta luta com o peixe – sobretudo depois dos pescadores terem a noção de que se tratava de uma espécie rara. Veja algumas fotos do peixe-serra.

Fotos:  Robert Nyman /  A.M. Kuchling /  Giåm /  Lola’s Big Adventure! / SFU Public Affairs and Media Relations / brian.gratwicke / Anodoin

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Primeiro protector solar comestível já está à venda


Os dias em que vai para a praia com o protector solar atrás podem estar a chegar ao fim. A Osmosis Skincare, uma empresa de cosmética norte-americana, produziu o primeiro protector solar comestível, o Harmonised H20.

Segundo a Osmosis Skincare, o novo protector solar comestível oferece uma protecção de factor 30 duradoura, o que significa que a exposição aos raios solares pode ser mais longa sem causar queimaduras. Uma vez ingerido, as moléculas líquidas do produto espalham-se na pele, impedindo a penetração de 97% dos raios UVA e UVB, refere a imprensa britânica.

O primeiro protector solar líquido comestível será lançado brevemente, em embalagens de 100 mililitros, com um custo aproximado de €21. O produto oferece duas opções: autobronzeador e apenas protector. De acordo com as instruções médicas de utilização, devem ser ingeridos dois mililitros de produto a cada quatro horas e deve-se esperar uma hora, depois da ingestão, para que o produto faça efeito.

O Harmonised H20 requer ainda certificados dermatológicos das entidades competentes. No entanto, a empresa que o fabrica possui já vários testemunhos de utilizadores satisfeitos com o novo protector solar – é impossível, porém, comprovar a veracidade destes comentários.

O produto não está à venda no mercado português, mas nós, como cépticos militantes, torcemos sempre o nariz a estas inovações. E o leitor?

Foto:  carysphotography / Creative Commons

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Os asilos, igrejas, escolas e prisões abandonadas dos Estados Unidos (com FOTOS)


Daniel Barter, fotógrafo britânico, dedica-se à exploração urbana, em especial à dos edifícios abandonados dos Estados Unidos. No trabalho mais recente, o fotógrafo apresenta uma série de fotografia de asilos, escolas e prisões abandonadas que, ainda assim, oferecem um vislumbre do que seria a vida nestas instituições na América do século XX.

Foi durante uma viagem aos estados do nordeste dos Estados Unidos que Barter teve oportunidade de explorar vários edifícios públicos abandonados, que permanecem intactos desde que foram encerrados. Além das instituições públicas, o fotógrafo teve ainda oportunidade de explorar várias igrejas e hotéis, onde ninguém perturba o pó há décadas.

Contudo, estas explorações tiveram a dose de perigo. A exploração urbana de edifícios encerrados pressupõe uma invasão de propriedade, que nos Estados Unidos é uma ofensa criminal. “Visitámos cinco estados e várias cidades importantes, desde Nova Iorque a Pittsburgh. Foi um pouco perigoso às vezes, tanto que nas áreas menos seguras o nosso guia andava com uma pistola”. Um dos espaços que Barter conseguiu visitar e fotografar foi a cela de Al Capone, numa penitenciária da Pensilvânia.

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Atum radioactivo descoberto na costa norte-americana


Se é apreciador de sushi, tenha cuidado. Investigadores do College of Earth, Ocean e Atmospheric Sciences, da universidade do Oregon, acabaram de descobrir radioactividade de Fukushima num atum que migrou do Japão para o noroeste do Pacífico, perto da costa norte-americana.

De acordo com os cientistas, a quantidade de radioactividade é insuficiente para causar dano à saúde humana mas, ainda assim, permite-nos perceber que a tragédia nuclear de Fukushima continua bem presente na biodiversidade, impactando a vida de milhões de seres vivos.

Os atuns migram do Japão para o noroeste Pacífico, consumindo peixes neste trajecto e permitindo que as toxinas destes peixes se alojem naqueles. Por isso, o atum é o peixe ideal para pesquisar a radiação.

De acordo com o cientista Jason Phillips, que coordena este estudo, não havia grandes suspeitas de níveis elevados de radioactividade nos atuns, o que acabou por ser verdade, mas é importante perceber quais os padrões de migração dos peixes afectados.

Os pesquisadores acrescentaram que o nível de radiação encontrado naqueles peixes é insignificante e apenas uma pequena fracção da média da radiação à qual os humanos são expostos todos os dias. Ainda assim, eles queriam garantir que as pessoas estavam informadas da presença de radioactividade no que comem.

Por outro lado, as investigações no noroeste Pacífico vão continuar nas próximas semanas e meses, avançou o Oregon Sea Grant, da universidade homónima, que está responsável pelo projecto.

Foto:  TheAnimalDay.org / Creative Commons

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As últimas casas geminadas de Baltimore (com FOTOS)


Uma das peculiaridades arquitectónicas de certas cidades do leste costeiro dos Estados Unidos são as casas geminadas solitárias, como as de Baltimore.

Sozinhas, localizadas em alguns dos piores bairros das cidades, estas estruturas do século XIX estiveram outrora geminadas a outras casas, que constituíam quarteirões inteiros.

Com o tempo e as grandes alterações demográficas, estes edifícios acabaram por entrar em decadência e levaram à demolição de muitos quarteirões.

Ocasionalmente, durante o processo de demolição, uma ou outra destas casas é poupada e deixada à mercê do tempo e dos elementos. Veja algumas delas.

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