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Tag Archive | "Reciclagem"

Como transformar a reciclagem numa oportunidade para alimentar os cães abandonados


Cada vez que um habitante de Istambul colocar uma garrafa de plástico num dos ecopontos especiais, que foram instalados nas ruas, tem a possibilidade de ajudar a alimentar os cães vadios.

Os ecopontos foram criados pela Pugedon e permitem aos transeuntes deixar alguma da sua água aos animais. Posteriormente, é possível deixar a garrafas vazias na parte de reciclagem das Smart Recycling Boxes. Quando a garrafa é introduzida no ecoponto, é libertada uma pequena quantidade de comida que cai para um recipiente próprio para os animais abandonados.

Os lucros provenientes da reciclagem de plástico permitem à Pugedon comprar a comida para os cães, refere o Dodo. A iniciativa mantém, assim, a cidade limpa e os animais alimentados. Estima-se que existam cerca de 150.000 cães e gatos vadios nas ruas da cidade mais populosa da Turquia.

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Sector da gestão de resíduos industriais facturou menos 2% em 2013


De acordo com o estudo Sectores de Portugal, publicado pela Informa D&B, o volume de negócios no sector português da gestão de resíduos industriais manteve nos últimos anos uma tendência decrescente, num contexto de conjuntura económica desfavorável e de contracção da produção industrial. Em 2013, o sector facturou €165 milhões, menos 2% que em 2012.

Desde 2011, ano em que foi atingido o valor máximo de facturação, cerca de €175 milhões, o volume de negócios tem registado quedas – cerca de 4% em 2012 e 1,8% em 2013. Segundo o estudo, esta queda deve-se ao recuo da procura, à redução do gasto público e às medidas de contenção de custos adoptadas pelas empresas clientes do sector.

As previsões para o final de 2014 indicam para uma descida adicional do sector de negócio, principalmente devido à “forte pressão sobre os preços e à lenta recuperação da actividade industrial”, nomeadamente em algumas das principais fontes geradoras de resíduos.

Foto: nmorao / Creative Commons

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O que fazer com 150.000 garrafas de plástico? Uma ilha privada (com FOTOS)


Há quem espere um ano inteiro para poder construir um fogão solar e fazer aquele tão esperado bolo, mas Richart Sowa esperou quase uma década para poder disfrutar da sua ilha privada. Este antigo carpinteiro juntou lixo reciclado ao longo de quase sete anos e construiu uma ilha privada perto de Cancun, com o material que recolheu.

Richart Sowa juntou mais de 150.000 sacos de garrafas de plástico, que prendeu a velhas paletes de madeira antes de as lançar na água. Posteriormente, cobriu as paletes com areia e terra, o que de certa forma consegue sustentar árvores e outras plantas na sua ilha de 25 metros, refere o Grist. Adicionalmente, raízes de manguezal crescem em torno dos sacos que contêm as garrafas, o que as protege e esconde, tornando a ilha mais natural.

O antigo carpinteiro recorre ainda a sacos de lixo demasiado pesados para flutuar para construir os seus canteiros, onde cresce agave, gengibre e hibisco. Adicionalmente, a ilha recorre a sistemas de aproveitamento da água das chuvas e a painéis solares para gerar electricidade. Sowa criou ainda um centro de compostagem, com o qual fertiliza a suas plantas.

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Ecotela: a marca portuguesa que transforma tela publicitária em acessórios únicos (com FOTOS)


Carteiras, porta-chaves, porta-moedas, bolsas para telemóveis, para óculos, para lenços, estojos, malas, sacos ou carteiras multiusos e peças decorativas e de lazer, todos feitos a partir de tela publicitária. São estes alguns dos objectos produzidos pela Ecotela, uma marca portuguesa que se dedica à transformação de tela publicitária em peças úteis para o dia-a-dia.

A Ecotela nasceu em 2007, pelas mãos de Rita Gigante, profissional da área do marketing, que se deparou com a necessidade de obter produtos de merchandising de baixo custo e criativos. Nesta altura, Rita percebeu que a tela era um material caro principalmente devido ao curto tempo de vida útil. Assim, surgiu a ideia de transformar a tela em objectos úteis. O projecto abrandou entre 2008 e 2011, quando Rita foi mãe. Mas em 2011, Susana Dionísio juntou-se à Ecotela e o projecto começou a crescer, explicou Rita ao Green Savers.

Uma vez que as telas são em PVC, também os objectos o são, sendo totalmente produzidos à mão. As telas são fornecidas por empresas parceiras que as produzem para clientes próprios divulgarem as suas campanhas e marcas.

Além das peças feitas pelas mãos de Rita e Susana, é possível fazer encomendas personalizadas ao gosto dos clientes. Os produtos da Ecotela podem ser encontrados no site da marca e em várias lojas parceiras, como a B2R, a Galeria, Chic-Coração ou Lisboa-Amor.

Fotos: Ecotela

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Boom Festival: mais de 80% dos materiais de construção são reutilizados


Entre 4 e 11 de Agosto, a Herdade da Granja, em Idanha-a-Nova vai receber mais uma edição do Boom Festival, que se realiza de dois em dois anos, por altura da lua cheia. Premiado e reconhecido pela sua componente ecológica, o evento deste ano vai ser semelhante às edições anteriores no que toca à sustentabilidade.

Mais de 80% dos materiais que a organização vai utilizar na construção do festival, que se estende por 150 hectares de terra, são reutilizados ou de origem natural. No total, são mais de 15 mil toneladas de madeira, 50 mil toneladas de plástico e 600 toneladas de metal reciclado que vão ser utilizados na construção das instalações e estruturas. A maioria dos materiais é reaproveitada de edições anteriores do Boom ou cedida por outros festivais, como o Rock in Rio.

A reutilização destes materiais permitiu evitar que na edição de 2012 do festival fossem enviadas 315 toneladas de lixo para os aterros, o correspondente a 800 toneladas de dióxido de carbono, refere a organização em comunicado.

Ao longo das várias edições, a organização do festival tem vindo a recorrer a recursos energéticos sustentáveis, a sistemas de tratamento de água, a reutilizar de materiais de construção, a regenerar habitats e ecossistemas, a promover a reciclagem e compostagem, bem como os transportes públicos e car-sharing e a implementar casas de banho de compostagem.

“Com o objectivo de partilhar um exemplo concreto de que a diversão e sustentabilidade podem coexistir num festival, e tendo em conta que a indústria da construção é responsável por 25% das emissões de CO2, o Boom Festival opta por métodos alternativos como a bio-construção, minimizando o recurso a materiais que exijam uma grande quantidade de energia no seu fabrico ou transporte”, lê-se no comunicado. Desta forma, o evento recorre a produtos naturais, como fardos de palha, terra, madeira, bambu, canas e pedras para construir o recinto.

Em 2012, o Boom Festival reciclou cerca de nove toneladas de lixo e a organização espera superar este valor na edição deste ano.

O Boom tem sido distinguido pela sua componente ecológica e já recebeu prémios como o “Outstanding Greener Festival” e o “Green’n’Clean Festival of the Year”, em 2010, e ainda o “Inspiração Verde”, em 2012.

Foto: yvette Soler / Creative Commons

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OCDE alerta para ingestão de baterias de lítio por parte das crianças


Todos os anos, 3.500 crianças norte-americanas ingerem acidentalmente pequenas baterias de lítio – aquelas que se parecem com um botão. Usadas em diversos aparelhos electrónicos, como controlos de TV, relógios, calculadores, leitores de MP3, roupas infantis com luzes pisca-pisca ou até em brinquedos, elas estão em todo o lado e acabam por ser uma arma letal para os mais novos.

Para alertar para este problema, a Rede Consumo Seguro e Saúde das Américas e a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) lançaram uma campanha global, que se iniciou na segunda quinzena de Junho.

Engolir estas baterias causa lesões gravíssimas e permanentes, de acordo com os especialistas. Uma criança morreu recentemente na Austrália, país onde há quatro casos de ingestão acidental de baterias por semana.

Na verdade, 50% das crianças que ingeriram estas baterias acabaram por morrer. “Muitos pais desconhecem o risco que essas baterias representam para as crianças. Paralelamente, fazemos um alerta à classe médica, em função da dificuldade no diagnóstico em caso de acidente”, explicou ao Planeta Sustentável o assessor da Avaliação da Conformidade do Inmetro, Paulo Coscarelli.

Os sintomas apresentados pelas crianças são a febre e dor de estômago, que podem facilmente ser confundidos com viroses, constipações ou alergias”, continuou.

Segundo a ONG Criança Segura, as pequenas baterias podem alojar-se na garganta da criança e desencadear uma corrente eléctrica causada pela saliva. A reacção química provoca queimaduras no esófago em menos de duas horas. As queimaduras podem agravar-se mesmo depois da remoção da bateria.

A ONG Criança Segura sugere, assim, as seguintes medidas de segurança.

 

1.Deixe equipamentos com baterias de botão fora de alcance quando o compartimento da bateria não for seguro;

 

2.Se a criança engolir a bateria botão, procure imediatamente atendimento médicode emergência. Não a deixe comer ou beber e não estimule o vómito;

 

3.Os sintomas podem ser similares aos de outras doenças, como tosse e desconforto. Como as crianças conseguem respirar normalmente, o diagnóstico pode ser difícil.

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