Dar vida às paredes dos edifícios pode reduzir a perda de calor em 30%

Um novo estudo da Universidade de Plymouth, no Reino Unido, sugere que esta pode ser uma boa solução para as construções mais antigos do país.

Rita de Oliveira Grossinho

As paredes vivas, onde são plantadas espécies de plantas e onde prospera a biodiversidade, podem reduzir a perda de calor dos edifícios em 30%, revela o novo estudo da Universidade de Plymouth. Assim, transformar os edifícios antigos com estes jardins verticais pode ser uma boa solução para contribuir para a neutralidade carbónica dos países.

A equipa comparou a eficácia de retenção de calor entre uma parede viva e a parede original, de um escritório construído no século 18. Após cinco semanas, descobriram que houve uma perda 31,4% menor de calor na parede coberta por vegetação. Além disso, os investigadores também se aperceberam que durante o dia as temperaturas permaneciam mais estáveis nesta área, o que indica que é preciso menos energia para a aquecer.

“Em Inglaterra, aproximadamente 57% de todos os edifícios foram construídos antes de 1964. Embora os regulamentos tenham mudado recentemente para melhorar o desempenho térmico das novas construções, são os edifícios já existentes que requerem mais energia para aquecer e contribuem significativamente para as emissões de carbono”, explica Matthew Fox, o principal autor do estudo. “Por isso, é essencial que comecemos a melhorar o desempenho térmico desses edifícios existentes, se o Reino Unido quiser atingir sua meta de emissão líquida zero de carbono até 2050″.

Os autores apontam para os benefícios de poupança em termos energéticos, de redução da poluição do ar e do ruído, de promoção da biodiversidade e, acima de tudo, da mitigação das alterações climáticas.

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