Acionistas ativistas pedem à BP e Shell planos para queda da procura por combustíveis fósseis

O grupo de acionistas ativistas climáticos Follow This e outras 23 instituições de investimento apresentaram resoluções a pedir à BP e à Shell que apresentem planos de longo-prazo para criar valor em caso de quebras da procura por petróleo e gás.

Redação

O grupo de acionistas ativistas climáticos Follow This e outras 23 instituições de investimento apresentaram resoluções a pedir à BP e à Shell que apresentem planos de longo-prazo para criar valor em caso de quebras da procura por petróleo e gás.

Em comunicado, o grupo ativista holandês diz que os investidores envolvidos nos pedidos gerem 1,5 biliões de euros em ativos e explica que a ação marca “uma reorientação estratégica”, uma vez que, em vez de os acionistas pedirem às empresas metas de redução de emissões alinhadas com o Acordo de Paris, o foco cai sobre a performance financeira e a criação de valor.

“Com estas resoluções pretende-se aumentar a pressão acionista e focar a atenção na insustentabilidade financeira dos modelos de negócio dos combustíveis fósseis”, explica, em nota, Mark van Baal, fundador do Follow This.

“Se a queda na procura de petróleo e gás prejudicar o valor para os acionistas, os conselhos de administração têm de ser transparentes sobre se planeiam fazer a transição [energética] ou gerir um encerramento organizado”, acrescenta o responsável.

Esta é uma nova tática por parte do grupo Follow This, que no passado apresentara resoluções com vista a fazer com que várias empresas petrolíferas, BP e Shell incluídas, definissem metas de redução de emissões de dióxido de carbono e investissem em energias limpas. Contudo, o apoio dos investidores a essas iniciativas estagnou nos últimos anos, admite o Follow This, “em parte de vido a preocupações com riscos legais, particularmente nos Estados Unidos”.

A organização afirma que embora muitos investidores se mantenham “cautelosos” quanto a apoiarem resoluções associadas a assuntos climáticos, o risco financeiro, por outro lado, “é uma preocupação partilhada por todos os acionistas”.

À agência Reuters, a Shell disse que a resolução será apreciada pelo conselho de administração, que responderá como uma recomendação aos acionistas por ocasião da reunião anual, que deverá acontecer algures em maio.

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