A Greenpeace Portugal manifesta solidariedade com as pessoas e comunidades afetadas pela tempestade Kristin e sublinha que o prolongamento do estado de calamidade até 8 de fevereiro confirma que a resposta no terreno continua a ser necessária, num contexto de risco persistente, incluindo risco de cheias.
Toni Melajoki Roseiro, diz, em comunicado, que “as alterações climáticas são um problema global que abrange uma perspetiva ambiental, política, económica e social, em que as piores previsões implicam enormes perdas” e acrescenta ainda que, “a ciência assim como a Greenpeace, há muito que alertam para estas realidades e quanto mais tempo levarmos a agir, mais altos serão os investimentos para a adaptação do país aos fenómenos meteorológicos extremos, e podemos chegar a um limite em que já não seja possível essa adaptação”.
O Diretor da Greenpeace Portugal sublinha que a resposta à Kristin “tem de ser mais do que emergência” e defende “coordenação e execução efetiva no terreno, prevenção séria e ação climática com medidas reais, para proteger pessoas, território e economia”.
Segundo a nota, este episódio deixa claro que:
- O risco não termina quando o vento e a chuva abrandam. O impacto prolonga-se e exige resposta coordenada.
- Num país hoje mais pobre e mais pressionado, a fatura não fica só nos estragos imediatos.
- A maior fatura chega depois, nas perdas de sustento e de produção, nos custos de reparação e materiais, na necessidade de importar mais quando se perde o que se produziu e, inevitavelmente, na pressão sobre preços, com maior peso para quem tem menos margem.
O que a Greenpeace Portugal pede que aconteça agora:
- Coordenação efetiva entre entidades e instrumentos do Estado, com responsabilidades claras e execução rápida no terreno.
- Adaptação com orçamento, prazos céleres e implementação, sobretudo nas zonas mais vulneráveis a cheias e impactos costeiros.
- Ação climática com medidas reais para reduzir emissões e diminuir exposição ao risco.
- Preparação já para o verão, com remoção rápida de árvores caídas e de resíduos florestais, para reduzir combustível disponível para incêndios e, quando possível, permitir aproveitamento responsável antes de perder valor.









