Associação Zero quer menos veículos a circular nas zonas urbanas com ar mais poluido

Para reduzir a poluição do ar nas zonas urbanas é necessária uma substituição das frotas mais antigas por veículos elétricos, sobretudo em veículos de uso intensivo, explica a associação, em comunicado divulgado no âmbito do Dia Internacional do Ar Limpo, que se assinalou no domingo.

Green Savers com Lusa

Portugal continua com várias áreas urbanas com elevada concentração de poluentes do ar, alerta a associação ambientalista Zero, defendendo uma redução significativa dos veículos em circulação e a eletrificação do transporte de mercadorias, autocarros e ligeiros de uso coletivo.

Para reduzir a poluição do ar nas zonas urbanas é necessária uma substituição das frotas mais antigas por veículos elétricos, sobretudo em veículos de uso intensivo, explica a associação, em comunicado divulgado no âmbito do Dia Internacional do Ar Limpo, que se assinalou no domingo.

As medidas propostas não só melhoram a qualidade do ar, como reduzem a dependência dos combustíveis fósseis, sendo uma forma mais eficaz de enfrentar a subida dos preços dos combustíveis resultante do atual contexto geopolítico, argumenta a associação.

No entanto, a tendência portuguesa tem sido a de aumento do tráfego em áreas urbanas, como a Área Metropolitana de Lisboa, e o atraso de Portugal, no contexto da União Europeia a 27, na eletrificação da logística e do transporte coletivo de passageiros, lamenta.

Recordando que a poluição do ar é uma das principais causas de morte prematura a nível global, superando o tabaco, a Zero destaca como a poluição do ar está associada a doenças como acidente vascular cerebral (AVC), doenças respiratórias e cancro do pulmão, sendo particularmente preocupante o seu impacto nas crianças.

Em Portugal, a poluição do ar é responsável pela morte prematura de cerca de 4.200 pessoas por ano, o equivalente a 12 mortes por dia, mortes que a Zero considera evitáveis, em grande parte, se fossem cumpridos os valores recomendados pela Organização Mundial da Saúde.

O transporte rodoviário é uma das principais fontes de poluição do ar, sobretudo em meio urbano, contribuindo para níveis elevados de dióxido de azoto (NO2), partículas finas e também ozono (como precursor), sendo por isso essencial atuar neste setor, reforça a Zero.

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