Argentina recomenda economizar água para fazer frente à histórica seca do rio Paraná

O governo da Argentina lançou uma série de ações e recomendações, como a economia de água, para conter as consequências da histórica seca sofrida pelo rio Paraná, no leste do país.

A água do Paraná – o segundo maior rio da América do Sul – está no seu pico mais baixo desde 1944, e o governo argentino prevê que afetará o abastecimento e a qualidade da água potável, a navegação e as operações portuárias, o ecossistema, a ictiofauna e geração de energia hidrelétrica.

O Sistema Nacional de Gestão de Riscos Integrais argentino (SINAGIR) recomendou em comunicado economizar água no consumo diário e a manutenção de medidas de higiene constantes, ou seja, não acumular lixo e controlar insetos e qualquer tipo de praga.

Foi também pedido que não seja queimado lixo ou feitas queimadas, para reduzir as hipóteses de início de incêndios florestais e para armazenar a água da chuva e usá-la para irrigação.

Estas medidas servem para mitigar as possíveis consequências sobre a população e o ambiente nas províncias de Formosa, Chaco, Corrientes, Santa Fé, Entre Ríos, Buenos Aires e Misiones.

Enquanto isso, uma reunião do Comité Permanente de Crise, formado para acompanhar a queda do nível das águas do rio Paraná, lançou na última sexta-feira um conjunto de procedimentos estipulados no SINAGIR para conter as consequências.

Foi definido um Fundo de Emergência da Água de 1000 milhões de pesos (cerca de 10 milhões de euros), que o Ministério de Obras Públicas destinará à assistência às províncias e localidades afetadas.

A diminuição do nível das águas do Paraná é a mais significativa nos últimos 77 anos e o Governo apontou como “fatores determinantes” o déficit de chuvas nas bacias brasileiras do rio Paraná e do rio Iguaçu e indicou que desde 2019 a precipitação na bacia tem estado abaixo das médias mensais dos últimos dez anos.

* Com Agência EFE

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