As obrigações verdes estão a tornar-se uma escolha popular para os investidores



Os investidores em toda a Europa começaram a ter em conta a sustentabilidade, incorporando obrigações verdes nas suas carteiras. A tendência é visível, com muitas das grandes empresas a escolherem estes títulos para financiar os seus planos de expansão – de acordo com dados da S&P Global foram emitidos 53,37 mil milhões de dólares no segundo trimestre de 2021, um aumento de 30% em termos homólogos.

O emitente compromete-se a fazer investimentos em projetos relacionados com o desenvolvimento sustentável e benefícios ambientais, que promovam o combate às alterações climáticas. Os sectores de investimento são diversos, desde energia mais eficiente, prevenção da poluição, agricultura, pesca e florestação sustentável, proteção dos ecossistemas, formas de transporte mais ecológicas, tecnologia que ajude nas alterações climáticas, entre outros. O fim é sempre o mesmo, combater as alterações climáticas, tendo como objetivo, promover um mundo mais ecológico, sustentável e verde.

Este tipo de dívida demorou algum tempo a ter interesse por parte dos investidores, mas assim que tal aconteceu, o seu crescimento foi exponencial. A primeira Green Bond emitida foi em 2007, na altura, através de uma emissão combinada entre o Banco Europeu de Investimento e o Banco Mundial.

No final de 2015, o acumulado de emissões em Green Bonds já tinha ultrapassado cerca de 100 mil milhões de dólares. Nos anos seguintes foi sempre atingido o record de novas emissões, e no final de março de 2021 o total de emissões já tinha ultrapassado os cerca de 1.100 mil milhões de dólares.



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