Blue Wink-E 2026 entre iniciativas globais reconhecidas pela Década dos Oceanos

Endorsement das Nações Unidas coloca o evento num grupo seleto alinhados com a agenda internacional para o oceano.

Redação

O Blue Wink-E 2026, evento dedicado à inovação na economia e bioeconomia azul organizado pelo B2E – Blue Bioeocnomy CoLAB, recebeu oficialmente o endorsement da Década dos Oceanos das Nações Unidas, passando a integrar o conjunto restrito de iniciativas reconhecidas a nível global por contribuírem para os objetivos desta agenda internacional. O evento realiza-se a 20 de março de 2026, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, em Matosinhos, foi divulgado em comunicado.

Segundo a mesma fonte, “este endorsement representa um avanço significativo no posicionamento internacional do Blue Wink-E, elevando o estatuto do evento no contexto das iniciativas alinhadas com os objetivos da Década dos Oceanos (2021–2030)”. Esta agenda global visa acelerar soluções para um oceano mais saudável, resiliente, limpo, seguro e produtivo, colocando a ciência, a inovação e a cooperação internacional no centro da ação.

Neste enquadramento, o reconhecimento “reforça a relevância estratégica do Blue Wink-E enquanto plataforma de convergência entre ciência, indústria e decisores políticos, orientada para a criação de soluções tecnológicas e modelos de negócio com impacto real na economia e na bioeconomia azul”.

A edição de 2026 conta ainda com o apoio institucional da Comissão Nacional da Década do Oceano e do Comité Português da Comissão Oceanográfica Intergovernamental (COI) da UNESCO, reforçando o alinhamento do evento com as prioridades nacionais e internacionais para a sustentabilidade do oceano.

Oceano e Inteligência Artificial

Sob o mote “Ocean AI Futures”, o Blue Wink-E 2026 será dedicado ao papel da inteligência artificial e da transformação digital na economia e bioeconomia azul, explorando aplicações concretas em áreas como a aquacultura, a biotecnologia marinha, a monitorização ambiental e a tomada de decisão baseada em dados.

Num contexto marcado por desafios globais como as alterações climáticas, a escassez de recursos naturais e a necessidade de transições sustentáveis, a interseção entre tecnologia de ponta e economia azul “surge como uma oportunidade estratégica para impulsionar inovação e gerar valor económico, social e ambiental”, sublinha a nota.

A mesma fonte acrescenta que o crescente recurso a sensores inteligentes, plataformas digitais e modelos preditivos “tem permitido a recolha e análise de dados em tempo real, a antecipação de riscos, a redução de desperdícios e o aumento da eficiência nas atividades ligadas ao oceano”. Em paralelo, a União Europeia “tem vindo a reforçar a transição digital como um dos pilares do Pacto Ecológico Europeu, reconhecendo a digitalização dos setores azuis como uma ferramenta-chave para alcançar a neutralidade carbónica, a segurança alimentar e a proteção da biodiversidade”.

O Blue Wink-E 2026 pretende contribuir para um debate informado e acessível sobre estas transformações, promovendo uma abordagem equilibrada à inteligência artificial, baseada em conhecimento, confiança e impacto positivo para o oceano e para a sociedade.

O programa completo do evento será divulgado em breve.

Partilhe este artigo


Nova Edição

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.