Brasil impõe condições para Petrobras retomar perfuração de poço petrolífero perto do Amazonas

A Agência Nacional do Petróleo do Brasil advertiu hoje que vai impor condições antes de autorizar a Petrobras a retomar a perfuração do poço perto da foz do rio Amazonas, suspensa após fuga de um fluido num equipamento.

Green Savers com Lusa

A Agência Nacional do Petróleo do Brasil advertiu hoje que vai impor condições antes de autorizar a Petrobras a retomar a perfuração do poço perto da foz do rio Amazonas, suspensa após fuga de um fluido num equipamento.

O órgão regulador informou, em comunicado, que foi avisado pela Petrobras da suspensão das operações devido ao incidente no próprio domingo e que exigirá à petrolífera estatal que explique as causas do acidente antes de a autorizar a retomar a perfuração.

“A ANP estabelecerá condicionantes para que a Petrobras retome a perfuração apenas depois de apuradas as causas imediatas do incidente e de adotadas as devidas medidas para a sua mitigação”, advertiu o regulador.

A fuga ocorreu num dos equipamentos auxiliares da sonda que realiza a perfuração de um poço pioneiro numa região de águas muito profundas, para a qual a Petrobras recebeu autorização para efetuar prospeções após aguardar durante vários anos pela licença ambiental.

A empresa obteve a licença em outubro para o seu primeiro poço na região, situada no oceano Atlântico a cerca de 175 quilómetros da costa norte do Brasil e a cerca de 500 quilómetros da foz do Amazonas.

A concessão da licença pôs termo a um polémico processo que se prolongou por quase cinco anos e ao qual se opõem organizações ecologistas, que consideram a área de “extrema sensibilidade” por albergar reservas ambientais, territórios indígenas, mangais e recifes de coral, bem como uma variada diversidade marinha com espécies em perigo de extinção.

Segundo a ANP, a Petrobras informou que o acidente deveu-se a uma falha na ligação de um dos equipamentos e acrescentou que isolou imediatamente as linhas onde ocorreu a fuga.

A petrolífera afirmou igualmente que o derrame correspondeu a um fluido de perfuração que cumpre as exigências de toxicidade permitidas e é biodegradável, não causando danos nem ao ambiente, nem às pessoas.

A ANP detalhou ainda que manteve reuniões com representantes da Marinha do Brasil e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) para discutir o ocorrido e as suas consequências.

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