Colocar animais aquáticos em campos de arroz pode ser benéfico, indica estudo



O cultivo de arroz exige a utilização de uma grande quantidade de pesticidas e fertilizantes, para garantir a produção das culturas. Mas pode existir uma solução rentável que respeita igualmente o ambiente: a introdução de animais aquáticos nos arrozais.

Um estudo desenvolvido pela Universidade de Zhejiang, na China, indica que este tipo de cultivo, que se baseia na interação entre animais e plantas, aumentou o rendimento do arroz entre 8,7% e 12,1%. Além disso, reduziu a necessidade de produtos químicos e tornou a produção do arroz mais sustentável.

A equipa realizou três experiências distintas durante um período de quatro anos, no qual foram inseridas nos campos de arroz, culturas de caranguejo-peludo-chinês (Eriocheir sinensis), carpas (Cyprinidae) e tartaruga-de-carapaça-mole-chinesa (Pelodiscus sinensis). Os animais reduziram a quantidade de ervas daninhas e aumentaram a decomposição da matéria orgânica. A sua dieta era à base de plantas e de outros materiais que apanhavam nos campos. “Também vimos que os níveis de nitrogénio no solo permaneceram estáveis ​​nos arrozais com os animais aquáticos, reduzindo a necessidade de usar fertilizantes à base de nitrogénio”, explica Lufeng Zhao, um dos autores.

Como refere Xin Chen, professor de Ecologia da Faculdade de Ciências da Vida da Universidade de Zhejiang, “Em termos de produção de arroz, adicionar animais aquáticos aos arrozais pode aumentar o lucro dos agricultores, porque eles podem vender tanto os animais quanto o arroz, gastar menos em fertilizantes e pesticidas e cobrar mais por produtos cultivados de forma sustentável”.





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