Como os parques eólicos estão a mudar Portugal (com VÍDEO)

O primeiro parque eólico de Portugal foi instalado em 1991, na ilha da Madeira, mas a aposta apenas se intensificou a partir de 2005, à medida que centenas de aerogeradores começaram a povoar a paisagem portuguesa.

Hoje, Portugal tem 313 parques eólicos, que transformaram o vento em 23% da electricidade consumida em Portugal no último ano. A nível mundial, este valor só é ultrapassado pela Dinamarca.

“A nossa percentagem está muito perto da dinamarquesa, mas é mais difícil de chegar lá, porque a Dinamarca está no centro da Europa, e quando há excesso de vento, eles podem exportar facilmente para a Escandinávia, Alemanha ou Holanda”, explicou o professor António Sá da Costa ao Economia Verde.

“Portugal, como está num extremo da Europa, apenas tem interligações dignas desse nome com a Espanha. E quando há muito vento em Portugal, também o há em Espanha”, explicou o professor.

As eólicas ajudam a diminuir a utilização de fontes fósseis, como o carvão ou o gás natural. Segundo Sá da Costa, a energia eólica tem três grandes vantagens: permite a Portugal não importar combustíveis fósseis; não fazer emissão de gases com efeito de estufa; e gera emprego e riqueza para as economias locais.

Tudo depende dos aerogeradores, que têm um funcionamento muito simples: “As pás a rodar estão ligados por um eixo a um gerador, uma máquina eléctrica que, quando roda, gera uma electricidade que é depois conduzida para um transformador e é injectada na rede pública”, conclui Sá da Costa.

No primeiro trimestre do ano, a energia eólica conseguiu um recorde, ao gerar 33% da electricidade consumida no País. Mas à medida que novas ligações levam a energia portuguesa até ao centro da Europa, novos parques eólicos poderão ser instalados.

Veja o episódio 252 do Economia Verde, dedicado às eólicas.

Foto: AiresAlmeida / Creative Commons

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1 comment

  1. Fernando

    Como a energia eólica é intermitente (nem sempre há vento) obriga a ter centrais de outro tipo em stand-by prontas a entrar quando falha o vento. Para além do custo do MegaW ser mais caro nas eólicas é também inflacionado pelo custo das centrais em stand-by…é mais “verde” mas bem mais caro!

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