Derretimento do permafrost pode originar tsunamis no Alasca, alertam cientistas

O aquecimento global está a ter uma grande influência no clima, causando inúmeros catástrofes naturais por vezes difíceis de prever. Uma investigação publicada este mês na Nature revela que o volume dos lagos glaciares aumentou 48% entre 1990 e 2018, o equivalente a 156.5 quilómetros cúbicos.

No mesmo contexto, uma equipa de cientistas alertou para a probabilidade de existir um tsunami no Alasca, mais propriamente na cidade de Whittier, devido ao derretimento do Permafrost e consequente deslizamento de terras no Fiorde Barry Arm.

“O tsunami pode afetar áreas frequentadas por turistas, barcos de pesca e caçadores (potencialmente centenas de pessoas de uma só vez). Acreditamos que é possível que este tsunami gerado por deslizamentos aconteça no próximo ano, ou provavelmente em 20 anos.”

Os especialistas comparam o acontecimento a fenómenos idênticos do passado, como o deslizamento de terras no Fiorde Karrat em 2017, na Gronelândia, que destruiu parte da cidade de Nuugaatsiaq, situada a 32 quilómetros de distância. Contudo, alertam que este terá uma dimensão ainda maior, atingindo também o Fiorde Harriman.

Pode consultar o relatório aqui.

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