Um trabalho do Economic Policy Institute (EPI) mostra que a desigualdade salarial está a aumentar. Segundo a Vice, logo após a Grande Depressão de 1928 houve um período em que os salários cresceram, impulsionados pelos sindicatos que lutavam para que a riqueza produzia nas empresas fosse redistribuída também pelos trabalhadores. Estas conquistas começaram, todavia, a perder-se a partir dos anos ’70 do século passado, altura em que começou o declínio do poder de compra das famílias e o declínio nos sindicatos. Esta mudança agravou-se a partir do ano 2000, altura em que omeçou a observar-se o fenómeno de que os ricos passaram a ganhar mais dinheiro só por serem ricos.

O relatório do EPI sobre as desigualdades salariais mostra também como há cinco anos o 1% das pessoas que mais ganhava, ganhava cerca de 25 vezes o salário de uma família média. Em 2015 essa relação passou a ser 26 vezes mais, o que significa que, nos EUA, a desigualdade salarial é agora maior do que a que se verificava em 1928.

Claro que as médias não são totalmente representativas das diferentes realidades, e estes valores variam consoante os Estados. Todavia, há zonas como o condado de Teton, no Wyoming, uma área de resorts e gente muito rica onde 1% dos moradores ganha, em média, 140 vezes o salário médio de 99% das famílias.

Estas tendências são preocupantes por si só, mas também porque vão contra a Agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030 assinada por 192 países. Nela constam pelo menos dois objetivos que não estarão a ser cumpridos: a Erradicação da Pobreza e o  Trabalho Digno e Crescimento Económico.