Mais 12 elefantes encontrados mortos no Zimbabué vitimas de uma bactéria

Mais 12 elefantes foram encontrados mortos no Zimbabué, elevando para 34 o número de paquidermes que provavelmente morreram da mesma bactéria no espaço de um mês, informaram hoje as autoridades responsáveis pela vida selvagem.

“Foi encontrado um total de 34 carcaças (…), mas outras ainda não foram localizadas”, disse o diretor da Autoridade de Parques e Vida Selvagem, Fulton Upenyu Mangwanya.

Os animais morreram entre 24 de agosto e 23 de setembro, nas proximidades de Hwange Park, a maior reserva do Zimbabué, localizada perto da fronteira com o Botswana.

“Foram encontrados deitados de bruços”, sugerindo “uma morte extremamente súbita”, disse Mangwanya.

Os testes no Zimbabué indicam que a doença é causada por infeções bacterianas.

Os guardas florestais tinham inicialmente temido o envenenamento por caçadores furtivos, o que foi descartado por os animais terem sido encontrados com as presas intactas.

Outros testes deverão ser realizados na África do Sul, mas também em laboratórios na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos da América.

No Zimbabué existe uma sobrepopulação de elefantes. Apesar de ter uma capacidade ecológica para 45.000 a 50.000 paquidermes, atualmente existem mais de 84.000 animais.

Na Reserva Hwange, que tem entre 45.000 e 53.000 elefantes em cerca de 14.600 quilómetros quadrados, muitos deles morreram de fome e sede nos últimos anos.

No vizinho Botsuana, que tem 130.000 elefantes na natureza, a maior população do mundo, as misteriosas mortes este ano de mais de 300 paquidermes foram atribuídas a toxinas naturais.

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