“Playing for the Planet Alliance”, a iniciativa que quer reunir a indústria dos videojogos à temática ambiental

Estima-se que em todo o mundo, existam mais de 2,3 mil milhões de pessoas a jogar videojogos. No mapa disponibilizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Portugal tinha em 2019 entre 40% a 50% de jogadores em toda a sua população.

É com base na grande influência que os videojogos têm em várias gerações, especialmente nas mais novas, e no seu crescimento a nível global, que o PNUMA cria a “Playing for the Planet Alliance”, uma iniciativa que reúne grupos da indústria dos jogos de forma a que se comprometem a reforçar os seus compromissos a nível ambiental.

A ideia é fazer com que os produtores criem jogos que tenham um impacto significativo para as pessoas e para o Planeta, ou seja, que promovam através dos seus produtos a conversação da natureza e o combate à crise climática.

No relatório de lançamento da iniciativa, foram identificadas sete recomendações para que estes conseguisse contribuir para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: “Dar um ‘empurrão verde’ em cada jogo, criar uma temporada anual de impacto, jurar pelo Planeta, cortar o lixo eletrónico e ser 100% limpo, criar incentivos fiscais para jogos de sustentabilidade ‘sérios’, criar uma equipa, recompensá-la e torná-la famosa – ou seja, unir os representantes e especialistas das empresas de jogos, recompensar os jogadores ou empresas que contribuam para um Planeta mais verde, e trabalhar com os jogadores famosos que têm grande influência no público – , e ajudar os pais a envolverem-se com os filhos nos jogos”.

Entre as 29 empresas que se juntaram para “jogar pelo Planeta” e procuram atuamente fazer a diferença estão a WildWorks, a Sony Interactive Entertainment, a Microsoft, a Google Stadia, a Unity e a Ubisoft.

No mais recente relatório, respetivo a 2020, são ainda destacados os objetivos a seguir em 2021:

♦ Fornecer suporte adequado aos membros, estabelecendo uma área online para membros e check-ins trimestrais;
♦ Focar em comunicações mais fortes para a Aliança;
♦ Apresentar o trabalho da Aliança em pelo menos 4 eventos e reunir duas vezes por ano;
♦ Criar grupos de trabalho para áreas-chave;
♦ Federar através de novas categorias de membros, como órgãos comerciais;
♦ Explorar uma solução de financiamento plurianual para apoiar a iniciativa;
♦ Ampliar o alcance da Aliança em até 10 novos membros.

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